V Seminário Centro Latino Americano e
do Caribe sobre Biocombustíveis realizado nesta terça e
quarta-feira na capital chilena.
O governo brasileiro encorajou os países latino-americanos a apostarem na produção de biocombustíveis a fim de reforçar a segurança alimentar na região. O diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME) do Brasil, Ricardo Dornelles, disse essa semana no Chile que a indústria de energias renováveis “é o caminho para a agricultura”. "Muitos países não têm a agricultura bem estabelecida, na maioria das vezes pela falta de acesso aos mercados internacionais", disse Dornelles à Agência EFE.
"Se criarmos uma atividade agrícola para os biocombustíveis, os mesmos agricultores serão capazes de produzir alimentos em suas terras, o que contribuirá para a segurança alimentar", acrescentou o representante brasileiro.
Dornelles participou da abertura do V Seminário Centro Latino Americano e do Caribe sobre Biocombustíveis, que foi realizado nesta terça e quarta-feira na capital chilena. O encontro, coordenado pela Organização Latino-Americana de Energia (Olade), reuniu especialistas, representantes governamentais e organizações internacionais para analisar o uso e a produção de biocombustíveis na região.
O diretor de biocombustíveis do MME assegurou que conciliar a produção de bioetanol e de biodiesel com a segurança alimentar "é possível em qualquer lugar do mundo", embora isso requeira "políticas públicas necessárias."
O Brasil é o segundo maior produtor de bioetanol, com 26 bilhões de litros em 2009, e 1,6 bilhões de litros de biodiesel. Ainda este ano, estima Dornelles, a produção de etanol irá atingir 32 bilhões de litros e a de biodiesel 2,4 bilhões de litros.
Dornelles disse que no país são divididas igualmente as terras agrícolas destinadas ao plantio de matérias-primas para biocombustíveis e alimentos.
Ele ressaltou que a inovação tecnológica é o fator determinante para o sucesso dos biocombustíveis, e adiantou que a próxima novidade nessa área é o desenvolvimento de diesel produzido a partir de cana-de-açúcar.
O secretário executivo da Olade, Carlos Flórez, disse que o Brasil tem uma grande vantagem sobre os seus vizinhos na produção de biocombustíveis porque produz etanol desde a década de 70 e geograficamente tem um "grande potencial agrícola."
"Há muitos anos o Brasil iniciou o desenvolvimento dos cultivos, pois tem uma capacidade de produção de alimentos suficiente para se dedicar a estas outras atividades ", disse Flórez à Agência EFE.
O chefe da Olade disse que outros países "com vocação agrícola", como Colômbia, estão avançando rapidamente no desenvolvimento de combustíveis renováveis.
Flórez disse que a segurança alimentar na América Latina não está em perigo, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, onde "se produz biocombustível à base de milho".
Além disso, disse que tem sido encontrado outros vegetais e leguminosas que produzem álcool e que mediante processos de destilação são convertidos em combustíveis, como o pinhão-manso, mandioca ou resíduos de banana.
O mais novo, explicou, é o uso de algas marinhas, considerada uma matéria-prima de terceira geração, que "não afeta a segurança alimentar, o uso do solo ou da água".
A Olade, criada em 1973 e cuja sede está em Quito, é composta pela Argentina, Barbados, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.
Agência EFE
Tradução Alice Duarte – BiodieselBR.com
O governo brasileiro encorajou os países latino-americanos a apostarem na produção de biocombustíveis a fim de reforçar a segurança alimentar na região. O diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME) do Brasil, Ricardo Dornelles, disse essa semana no Chile que a indústria de energias renováveis “é o caminho para a agricultura”. "Muitos países não têm a agricultura bem estabelecida, na maioria das vezes pela falta de acesso aos mercados internacionais", disse Dornelles à Agência EFE.
"Se criarmos uma atividade agrícola para os biocombustíveis, os mesmos agricultores serão capazes de produzir alimentos em suas terras, o que contribuirá para a segurança alimentar", acrescentou o representante brasileiro.
Dornelles participou da abertura do V Seminário Centro Latino Americano e do Caribe sobre Biocombustíveis, que foi realizado nesta terça e quarta-feira na capital chilena. O encontro, coordenado pela Organização Latino-Americana de Energia (Olade), reuniu especialistas, representantes governamentais e organizações internacionais para analisar o uso e a produção de biocombustíveis na região.
O diretor de biocombustíveis do MME assegurou que conciliar a produção de bioetanol e de biodiesel com a segurança alimentar "é possível em qualquer lugar do mundo", embora isso requeira "políticas públicas necessárias."
O Brasil é o segundo maior produtor de bioetanol, com 26 bilhões de litros em 2009, e 1,6 bilhões de litros de biodiesel. Ainda este ano, estima Dornelles, a produção de etanol irá atingir 32 bilhões de litros e a de biodiesel 2,4 bilhões de litros.
Dornelles disse que no país são divididas igualmente as terras agrícolas destinadas ao plantio de matérias-primas para biocombustíveis e alimentos.
Ele ressaltou que a inovação tecnológica é o fator determinante para o sucesso dos biocombustíveis, e adiantou que a próxima novidade nessa área é o desenvolvimento de diesel produzido a partir de cana-de-açúcar.
O secretário executivo da Olade, Carlos Flórez, disse que o Brasil tem uma grande vantagem sobre os seus vizinhos na produção de biocombustíveis porque produz etanol desde a década de 70 e geograficamente tem um "grande potencial agrícola."
"Há muitos anos o Brasil iniciou o desenvolvimento dos cultivos, pois tem uma capacidade de produção de alimentos suficiente para se dedicar a estas outras atividades ", disse Flórez à Agência EFE.
O chefe da Olade disse que outros países "com vocação agrícola", como Colômbia, estão avançando rapidamente no desenvolvimento de combustíveis renováveis.
Flórez disse que a segurança alimentar na América Latina não está em perigo, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, onde "se produz biocombustível à base de milho".
Além disso, disse que tem sido encontrado outros vegetais e leguminosas que produzem álcool e que mediante processos de destilação são convertidos em combustíveis, como o pinhão-manso, mandioca ou resíduos de banana.
O mais novo, explicou, é o uso de algas marinhas, considerada uma matéria-prima de terceira geração, que "não afeta a segurança alimentar, o uso do solo ou da água".
A Olade, criada em 1973 e cuja sede está em Quito, é composta pela Argentina, Barbados, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.
Agência EFE
Tradução Alice Duarte – BiodieselBR.com