De acordo com o coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento
Energético da Unicamp, Enio Peres da Silva, 50, a maior expansão na
área de energias renováveis no Brasil está relacionada ao uso da
biomassa, ou seja, à geração de energia a partir de plantas.
O mais famoso dos biocombustíveis é o álcool, que já tem um papel relevante no cenário energético brasileiro. O biodiesel, que pode ser extraído da soja ou da mamona, apenas começa a ser introduzido no mercado, mas também se expande.
A queima de combustíveis fósseis, segundo os pesquisadores, é o principal causador do aquecimento global. Uma das principais armas contra esse fenômeno é a substituição dos combustíveis que liberam carbono por outros, que emitam menos poluentes e provenham de fonte renovável.
Algumas dessas fontes estão só começando a ser exploradas no Brasil -como o vento e a luz do sol- e são chamadas de energias alternativas. Outras já são amplamente utilizadas -como a água que move as hidrelétricas- e, apesar de renováveis, são consideradas tradicionais.
De acordo com o coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Unicamp, Enio Peres da Silva, 50, a maior expansão na área de energias renováveis no Brasil está relacionada ao uso da biomassa, ou seja, à geração de energia a partir de plantas.
O mais famoso dos biocombustíveis é o álcool, que já tem um papel relevante no cenário energético brasileiro. O biodiesel, que pode ser extraído da soja ou da mamona, apenas começa a ser introduzido no mercado, mas também se expande.
Segundo Silva, a vantagem dos dois combustíveis em relação ao petróleo é que parte do carbono liberado por sua combustão é novamente capturado durante o crescimento da planta. Ainda segundo o professor da Unicamp, a energia obtida a partir da quebra do hidrogênio também poderá ser um bom campo de trabalho no futuro.
A tecnologia consiste em transformar diversos materiais em hidrogênio e depois utilizar o elemento como fonte de eletricidade para um motor elétrico, por exemplo. O hidrogênio pode ser extraído do álcool, do biodiesel e até mesmo do petróleo, com a vantagem de ter o dobro da eficiência energética -um carro que roda dez quilômetros com um litro de álcool rodaria 20 quilômetros, caso fosse movido a hidrogênio.
Profissões
Como boa parte das energias renováveis chega ao consumidor final na forma de eletricidade, os engenheiros eletricistas são bastante requisitados na área.
Existem ainda os engenheiros civis, hidráulicos e mecânicos, que projetam e supervisionam obras, turbinas e motores, e os físicos e químicos, que trabalham nos laboratórios de pesquisa.
Na área da biomassa, também se fazem necessários profissionais que atuam diretamente nas plantações, como o agrônomo, o engenheiro florestal e o biólogo.
Crise
"Energia é infra-estrutura, e só se tem crescimento se houver infra-estrutura", diz Yara Maria Botti Oliveira, coordenadora do curso de engenharia elétrica do Mackenzie. Então o crescimento da oferta de energia tem de ser pelo menos igual ao da economia nacional.
A crise de energia que afetou o país entre 2001 e 2002 serviu para deixar a área em alerta, mas a reação pode não ter sido suficiente. "Hoje há uma preocupação de que a demanda do setor seja maior do que a oferta de profissionais."
Além de afetar o futuro econômico do país, a falta de engenheiros eletricistas pode acabar afetando também a preservação do ambiente. Isso porque a maioria das energias renováveis, apesar de serem geradas a partir de diversas fontes, acabam sendo transformadas em eletricidade antes de chegar ao consumidor final. A energia gerada a partir da água, do sol e do vento tem de ser convertida em eletricidade para, só então, ser armazenada ou distribuída. Até o carro movido a hidrogênio usa um motor elétrico.
Fonte: Folha de S. Paulo
O mais famoso dos biocombustíveis é o álcool, que já tem um papel relevante no cenário energético brasileiro. O biodiesel, que pode ser extraído da soja ou da mamona, apenas começa a ser introduzido no mercado, mas também se expande.
A queima de combustíveis fósseis, segundo os pesquisadores, é o principal causador do aquecimento global. Uma das principais armas contra esse fenômeno é a substituição dos combustíveis que liberam carbono por outros, que emitam menos poluentes e provenham de fonte renovável.
Algumas dessas fontes estão só começando a ser exploradas no Brasil -como o vento e a luz do sol- e são chamadas de energias alternativas. Outras já são amplamente utilizadas -como a água que move as hidrelétricas- e, apesar de renováveis, são consideradas tradicionais.
De acordo com o coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Unicamp, Enio Peres da Silva, 50, a maior expansão na área de energias renováveis no Brasil está relacionada ao uso da biomassa, ou seja, à geração de energia a partir de plantas.
O mais famoso dos biocombustíveis é o álcool, que já tem um papel relevante no cenário energético brasileiro. O biodiesel, que pode ser extraído da soja ou da mamona, apenas começa a ser introduzido no mercado, mas também se expande.
Segundo Silva, a vantagem dos dois combustíveis em relação ao petróleo é que parte do carbono liberado por sua combustão é novamente capturado durante o crescimento da planta. Ainda segundo o professor da Unicamp, a energia obtida a partir da quebra do hidrogênio também poderá ser um bom campo de trabalho no futuro.
A tecnologia consiste em transformar diversos materiais em hidrogênio e depois utilizar o elemento como fonte de eletricidade para um motor elétrico, por exemplo. O hidrogênio pode ser extraído do álcool, do biodiesel e até mesmo do petróleo, com a vantagem de ter o dobro da eficiência energética -um carro que roda dez quilômetros com um litro de álcool rodaria 20 quilômetros, caso fosse movido a hidrogênio.
Profissões
Como boa parte das energias renováveis chega ao consumidor final na forma de eletricidade, os engenheiros eletricistas são bastante requisitados na área.
Existem ainda os engenheiros civis, hidráulicos e mecânicos, que projetam e supervisionam obras, turbinas e motores, e os físicos e químicos, que trabalham nos laboratórios de pesquisa.
Na área da biomassa, também se fazem necessários profissionais que atuam diretamente nas plantações, como o agrônomo, o engenheiro florestal e o biólogo.
Crise
"Energia é infra-estrutura, e só se tem crescimento se houver infra-estrutura", diz Yara Maria Botti Oliveira, coordenadora do curso de engenharia elétrica do Mackenzie. Então o crescimento da oferta de energia tem de ser pelo menos igual ao da economia nacional.
A crise de energia que afetou o país entre 2001 e 2002 serviu para deixar a área em alerta, mas a reação pode não ter sido suficiente. "Hoje há uma preocupação de que a demanda do setor seja maior do que a oferta de profissionais."
Além de afetar o futuro econômico do país, a falta de engenheiros eletricistas pode acabar afetando também a preservação do ambiente. Isso porque a maioria das energias renováveis, apesar de serem geradas a partir de diversas fontes, acabam sendo transformadas em eletricidade antes de chegar ao consumidor final. A energia gerada a partir da água, do sol e do vento tem de ser convertida em eletricidade para, só então, ser armazenada ou distribuída. Até o carro movido a hidrogênio usa um motor elétrico.
Fonte: Folha de S. Paulo