Até o momento, o sul de Santa Catarina está sendo um ótimo lugar para pequenos projetos de fábricas de biodiesel.
Nos últimos tempos, os projetos de biodiesel vêm ganhando corpo no Brasil como fonte alternativa de energia quase tão importante quanto foi o Pró Álcool nos anos 70: uma fonte de energia renovável, menos poluente e na qual o País possa desenvolver e exportar tecnologia. No Sul de Santa Catarina, além de pequenos projetos de produção de combustível, uma empresa está apostando na fabricação de equipamentos para pequenas usinas de biodiesel.
Há cinco meses, a Metalúrgica Thermoexcel, de Nova Veneza, trabalha na produção de sua primeria mini usina, que será instalada em Sorocaba, no interior paulista. Assis Frello, um criciumense que voltou ao sul do Estado depois de fazer carreira por 30 anos em empresas de São Paulo, é o projetista industrial da Thermoexcel. Ele espera que no início de setembro já estejam prontos para entrega o reator da usina e seus periféricos - seis tanques, seis bombas, tubulação, caldeira, sistema de vácuo e torre de resfriamento.
A aposta da Thermoexcel é aproveitar boa parte do potencial de material orgânico de origem vegetal que há no País para produzir energia. "Aqui no Sul do Estado, por exemplo, a produção de soja para biodiesel não é viável. Mas o plantio de girassol pode ser", diz ele. "Até mesmo arroz de baixa qualidade para o qual as vezes os cerealistas têm dificuldades para encontrar mercado e preços adequados pode ser transformado em combustível." Ele acredita, por exemplo, que mesmo restos da produção de carne nos frigoríficos da região pode ser utilizado para fabricar biodiesel.
O convênio entre a Secretaria do Meio Ambiente de Criciúma e a Satc, para a rea- lização do projeto Ecombustível, que pretende produzir, em princípio, 500 litros de biodiesel por semana, pode ser assinado semana que vem.
Arleu da Silveira, secretário de Meio Ambiente, afirma que a secretaria já assinou o convênio, que está sob apreciação da Satc. Damião Guedes, diretor de Meio Ambiente da Satc, acredita que a entidade assine o documento ainda na próxima se- mana. Guedes explica que a usina será montada dentro de um dos laboratórios de análise da instituição de ensino. "Devemos produzir essa quantidade durante um ano. Durante esse período, faremos testes no produto e análise do teor calorífico", afirma.
Estabelecimentos comerciais que utilizam óleo vegetal em grande quantidade serão cadastrados pela prefeitura, para o recolhimento da matéria-prima para o biocombustível fabricado na Satc.Em princípio, o biodiesel deve ser utilizado em veículos da Satc e da prefeitura. Os equipamentos para a montagem da usina devem ser comprados por meio de licitação ou leilão.
Milena Nandi | de Nova Veneza
Fonte: Jornal A Tribuna - Criciúma
Nos últimos tempos, os projetos de biodiesel vêm ganhando corpo no Brasil como fonte alternativa de energia quase tão importante quanto foi o Pró Álcool nos anos 70: uma fonte de energia renovável, menos poluente e na qual o País possa desenvolver e exportar tecnologia. No Sul de Santa Catarina, além de pequenos projetos de produção de combustível, uma empresa está apostando na fabricação de equipamentos para pequenas usinas de biodiesel.
Há cinco meses, a Metalúrgica Thermoexcel, de Nova Veneza, trabalha na produção de sua primeria mini usina, que será instalada em Sorocaba, no interior paulista. Assis Frello, um criciumense que voltou ao sul do Estado depois de fazer carreira por 30 anos em empresas de São Paulo, é o projetista industrial da Thermoexcel. Ele espera que no início de setembro já estejam prontos para entrega o reator da usina e seus periféricos - seis tanques, seis bombas, tubulação, caldeira, sistema de vácuo e torre de resfriamento.
Primeiro contrato fechado em parceria
Frello explica que, neste primeiro negócio, os equipamentos foram construídos em parceria com o cliente. A Thermoexcel entrou com a tecnologia e a fabricação, enquanto a outra empresa entrou com o material e o custo do transporte, inclusive para os equipamentos prontos. O projetista afirma que a usina fabricada pela metalúrgica de Caravaggio terá capacidade para produzir cerca de 50 mil litros de biocombustível por mês. "Como os primeiros equipamentos foram feitos em parceria, ainda não calculamos exatamente o preço", afirma ele. O preço dos equipamentos varia conforme questões como o tamanho da usina. A metalúrgica também já estuda exportar sua tecnologia para outros países.A aposta da Thermoexcel é aproveitar boa parte do potencial de material orgânico de origem vegetal que há no País para produzir energia. "Aqui no Sul do Estado, por exemplo, a produção de soja para biodiesel não é viável. Mas o plantio de girassol pode ser", diz ele. "Até mesmo arroz de baixa qualidade para o qual as vezes os cerealistas têm dificuldades para encontrar mercado e preços adequados pode ser transformado em combustível." Ele acredita, por exemplo, que mesmo restos da produção de carne nos frigoríficos da região pode ser utilizado para fabricar biodiesel.
Sul catarinense vem se mostrando terreno fértil
Por hora, a região Sul do Estado tem se mostrado um território fértil para pequenos projetos de fabricação de biodiesel. Em Içara, a Biodiesel Sul produz o combustível há mais de um ano e meio, utilizando como matéria-prima óleo vegetal de cozinha usado. Em Criciúma, o projeto Ecombustível, pretende produzir biocombustível utilizando a mesma matéria-prima. Em Jacinto Machado, será desenvolvido um projeto para o plantio de girassol e a fabricação de biodiesel com a semente.O convênio entre a Secretaria do Meio Ambiente de Criciúma e a Satc, para a rea- lização do projeto Ecombustível, que pretende produzir, em princípio, 500 litros de biodiesel por semana, pode ser assinado semana que vem.
Arleu da Silveira, secretário de Meio Ambiente, afirma que a secretaria já assinou o convênio, que está sob apreciação da Satc. Damião Guedes, diretor de Meio Ambiente da Satc, acredita que a entidade assine o documento ainda na próxima se- mana. Guedes explica que a usina será montada dentro de um dos laboratórios de análise da instituição de ensino. "Devemos produzir essa quantidade durante um ano. Durante esse período, faremos testes no produto e análise do teor calorífico", afirma.
Estabelecimentos comerciais que utilizam óleo vegetal em grande quantidade serão cadastrados pela prefeitura, para o recolhimento da matéria-prima para o biocombustível fabricado na Satc.Em princípio, o biodiesel deve ser utilizado em veículos da Satc e da prefeitura. Os equipamentos para a montagem da usina devem ser comprados por meio de licitação ou leilão.
Milena Nandi | de Nova Veneza
Fonte: Jornal A Tribuna - Criciúma