A cultura de grãos número dois do Canadá - a canola – pode vir a perder
espaço no atendimento a demanda doméstica potencial de biodiesel até que
o país esclareça detalhes de seu novo plano de uso de biocombustíveis e
confirme novos incentivos para uma indústria já fortemente subsidiada.
A cultura de grãos número dois do Canadá - a canola – pode vir a perder espaço no atendimento a demanda doméstica potencial de biodiesel até que o país esclareça detalhes de seu novo plano de uso de biocombustíveis e confirme novos incentivos para uma indústria já fortemente subsidiada.
O Canadá terminou de selecionar propostas de usinas de biodiesel para receber o financiamento de $1,5 bilhão de dólares do programa, com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 17% até 2020 aos níveis de 2005 através da adição obrigatória de 5% de etanol e 2% de biodiesel no combustível convencional.
Nenhuma das propostas são para usinas de larga escala no oeste do Canadá, que usam canola como principal matéria-prima. O país ainda não definiu uma data específica para o início da obrigatoriedade do B2 em 2011, o que exigiria 500 milhões de litros por ano de biodiesel, criando incertezas para os investidores.
Cabe ao departamento de meio ambiente do Canadá fazer uma mudança na regulamentação e definir uma data de início. O fato de ainda não ter feito isso deixa a indústria local impaciente, embora o ministro do Ambiente garanta o anúncio de novidades esta semana, durante a realização de uma conferência de biocombustíveis. Segundo o ministro o compromisso do governo com o setor está mantido.
Entretanto, o Canadá tem poucas chances de transformar a canola em biodiesel, embora a indústria esteja contando com a produção do combustível para destinar 2,5 milhões de toneladas - ou 17% da safra – até um total de 15 milhões de toneladas até 2015.
A canola canadense já tem um mercado global forte graças ao apetite chinês por óleos vegetais. Essa demanda chinesa deve sustentar os preços futuros pelos próximos dois anos. A canola também tem um bom mercado garantido devido a legislação americana de biocombustíveis, mais avançada que a canadense.
Mas a chance de não depender dos mercados de exportação - que por vezes é imprevisível - é atraente para as multinacionais Cargill, Richardson International, Louis Dreyfus e Bunge Ltd.
"Esta (do biodiesel) é uma demanda diferente que nos traz um novo comprador ", disse Ward Toma, gerente-geral da Canola Alberta Producers.
Algumas usinas de biodiesel são capazes de usar uma variedade de matérias-primas, como gorduras animais (sebo), a soja, o óleo usado e canola. Isso faz com que seja importante para a indústria construir usinas perto dos campos de canola do oeste do Canadá, disse Dave Hickling, vice-presidente de utilização para o Conselho de Canola do Canadá.
Como o óleo de canola é mais caro que as matérias-primas concorrentes, isso limitou o interesse em convertê-lo em biodiesel, apesar do combustível feito a partir dele ser elogiado por seu desempenho no clima frio.
Apesar do começo lento, o Canadian Renewable Fuels Association espera que a produção de biodiesel de canola possa aumentar e avanços no cultivo produzam uma semente com maior teor de óleo.
A Associação projeta que o Canadá produzirá 270 milhões de litros de biodiesel além de 575 mil toneladas de sementes de canola. Isso seria cerca de 4% da produção de culturas específicas em 2015.
Mesmo que a meta seja otimista, no entanto, o uso de canola ficará defasado em relação a produção de biocombustíveis de milho e soja nos EUA. Quase um terço da safra de milho de 2009 nos EUA foi destinada a usinas de etanol e cerca de 10% de óleo de soja americano tornou-se biodiesel.
Apesar da meta ousada, se produz pouco biodiesel de canola hoje. "Acho que o governo é muito sensível a essa questão (da baixa produção de biodiesel de canola) e nós certamente temos uma expectativa de que possamos explorar formas de ampliação da capacidade de produção", disse Gordon Quaiattini, presidente da Associação de Combustíveis Renováveis . "Quanto mais pudermos ampliar o uso da canola no mercado interno, melhor para nós."
Mais fundos do governo podem se tornar disponíveis se sobrar dinheiro dos projetos que foram selecionados, afirmou Paul Duchesne, porta-voz do departamento canadense de recursos naturais.
Mas Ken Ball, corretor da União Securities, em Winnipeg, disse que o desenvolvimento de uma indústria de biodiesel canadense não é crítico para a canola. A indústria canadense de esmagamento está em expansão devido às previsões de demanda global forte de canola - incluindo o desenvolvimento da indústria de biodiesel dos EUA, disse Ball.
"É muito provável que realmente não importe se a demanda é proveniente de uma unidade de esmagamento que vai exportar para os EUA ou outra que esmaga para o biodiesel canadense”, disse Ball. "Tudo tem de ser esmagado de uma forma ou de outra."
Rod Nickel
Fonte: Reuters
com tradução de Rosiane Correia de Freitas
A cultura de grãos número dois do Canadá - a canola – pode vir a perder espaço no atendimento a demanda doméstica potencial de biodiesel até que o país esclareça detalhes de seu novo plano de uso de biocombustíveis e confirme novos incentivos para uma indústria já fortemente subsidiada.
O Canadá terminou de selecionar propostas de usinas de biodiesel para receber o financiamento de $1,5 bilhão de dólares do programa, com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 17% até 2020 aos níveis de 2005 através da adição obrigatória de 5% de etanol e 2% de biodiesel no combustível convencional.
Nenhuma das propostas são para usinas de larga escala no oeste do Canadá, que usam canola como principal matéria-prima. O país ainda não definiu uma data específica para o início da obrigatoriedade do B2 em 2011, o que exigiria 500 milhões de litros por ano de biodiesel, criando incertezas para os investidores.
Cabe ao departamento de meio ambiente do Canadá fazer uma mudança na regulamentação e definir uma data de início. O fato de ainda não ter feito isso deixa a indústria local impaciente, embora o ministro do Ambiente garanta o anúncio de novidades esta semana, durante a realização de uma conferência de biocombustíveis. Segundo o ministro o compromisso do governo com o setor está mantido.
Entretanto, o Canadá tem poucas chances de transformar a canola em biodiesel, embora a indústria esteja contando com a produção do combustível para destinar 2,5 milhões de toneladas - ou 17% da safra – até um total de 15 milhões de toneladas até 2015.
A canola canadense já tem um mercado global forte graças ao apetite chinês por óleos vegetais. Essa demanda chinesa deve sustentar os preços futuros pelos próximos dois anos. A canola também tem um bom mercado garantido devido a legislação americana de biocombustíveis, mais avançada que a canadense.
Mas a chance de não depender dos mercados de exportação - que por vezes é imprevisível - é atraente para as multinacionais Cargill, Richardson International, Louis Dreyfus e Bunge Ltd.
"Esta (do biodiesel) é uma demanda diferente que nos traz um novo comprador ", disse Ward Toma, gerente-geral da Canola Alberta Producers.
Algumas usinas de biodiesel são capazes de usar uma variedade de matérias-primas, como gorduras animais (sebo), a soja, o óleo usado e canola. Isso faz com que seja importante para a indústria construir usinas perto dos campos de canola do oeste do Canadá, disse Dave Hickling, vice-presidente de utilização para o Conselho de Canola do Canadá.
Como o óleo de canola é mais caro que as matérias-primas concorrentes, isso limitou o interesse em convertê-lo em biodiesel, apesar do combustível feito a partir dele ser elogiado por seu desempenho no clima frio.
Apesar do começo lento, o Canadian Renewable Fuels Association espera que a produção de biodiesel de canola possa aumentar e avanços no cultivo produzam uma semente com maior teor de óleo.
A Associação projeta que o Canadá produzirá 270 milhões de litros de biodiesel além de 575 mil toneladas de sementes de canola. Isso seria cerca de 4% da produção de culturas específicas em 2015.
Mesmo que a meta seja otimista, no entanto, o uso de canola ficará defasado em relação a produção de biocombustíveis de milho e soja nos EUA. Quase um terço da safra de milho de 2009 nos EUA foi destinada a usinas de etanol e cerca de 10% de óleo de soja americano tornou-se biodiesel.
Apesar da meta ousada, se produz pouco biodiesel de canola hoje. "Acho que o governo é muito sensível a essa questão (da baixa produção de biodiesel de canola) e nós certamente temos uma expectativa de que possamos explorar formas de ampliação da capacidade de produção", disse Gordon Quaiattini, presidente da Associação de Combustíveis Renováveis . "Quanto mais pudermos ampliar o uso da canola no mercado interno, melhor para nós."
Mais fundos do governo podem se tornar disponíveis se sobrar dinheiro dos projetos que foram selecionados, afirmou Paul Duchesne, porta-voz do departamento canadense de recursos naturais.
Mas Ken Ball, corretor da União Securities, em Winnipeg, disse que o desenvolvimento de uma indústria de biodiesel canadense não é crítico para a canola. A indústria canadense de esmagamento está em expansão devido às previsões de demanda global forte de canola - incluindo o desenvolvimento da indústria de biodiesel dos EUA, disse Ball.
"É muito provável que realmente não importe se a demanda é proveniente de uma unidade de esmagamento que vai exportar para os EUA ou outra que esmaga para o biodiesel canadense”, disse Ball. "Tudo tem de ser esmagado de uma forma ou de outra."
Rod Nickel
Fonte: Reuters
com tradução de Rosiane Correia de Freitas