A produção de biocombustível vem despertando não só o interesse das grandes multinacionais. Agricultores e empresários de diferentes portes também estão descobrindo o potencial da agricultura energética e apostando na produção do biodiesel em pequenas e médias usinas. Vários projetos em andamento ou estudo em Mato Grosso, inclusive em Rondonópolis, exemplificam que o poder de atração da produção de biocombustíveis não estão restritos às grandes fábricas.
Em Rondonópolis, uma amostra desse interesse está no projeto do agricultor Paulo Roberto Guimarães Lino, com fazenda a cinco quilômetros do parque de exposições da cidade. A intenção do agricultor é montar uma usina de pequeno porte na sua fazenda. "O quadro [a produção de energia renovável a partir da agricultura] é irreversível", atesta o agricultor, observando o grande potencial de crescimento dos biocombustíveis. Um reforço a esse setor seria a antecipação em estudo referente à obrigatoriedade da mistura de 5% de biodiesel ao diesel comum - hoje em 2%.
O projeto da usina que Paulo Roberto pretende montar na sua fazenda tem a capacidade de produzir 75 mil litros/dia de biodiesel, tendo como matéria-prima óleo de soja, mamona e girassol. Para implementar um projeto desse porte, conforme o agricultor, serão necessários R$ 5 milhões. Uma das alternativas encontradas para a implementação está sendo o financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que atualmente está na fase do término do projeto de viabilidade econômica. "Estou confiante que o financiamento sairá", avaliou.
Para o fornecimento de matéria-prima à usina, Paulo Roberto diz que pretende fazer parcerias com pequenos produtores inscritos no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), fornecendo inclusive suporte técnico, e com médios produtores da cidade. O arrendatário de parte da fazenda de Paulo Roberto, por exemplo, produziria 1.300 hectares de girassol para a usina. O agricultor calcula que seriam necessários entre 200 e 300 parceiros para abastecer a usina em questão. Através da parceria com os pequenos agricultores inscritos no Pronaf, a usina ganharia o "selo combustível", que garante a isenção de 68% dos impostos federais.
A produção da usina seria destinada a frotistas, prefeituras e fazendeiros da região. Paulo Roberto explica que a implementação da usina está dividida em três fases, sendo a primeira com produção de 15 mil litros/dia; a segunda com produção de 35 mil litros/dia; e a terceira com produção de 75 mil litros/dia. O intuito, segundo ele, é executar a primeira etapa com recursos próprios, com previsão do começo das obras em março de 2007. A previsão é que sejam gerados, no mínimo, 20 empregos diretos, fora o fomento da renda familiar dos pequenos agricultores envolvidos.
No caso de Paulo Roberto, a idéia pela produção do biodiesel surgiu vendo reportagens sobre o assunto. A partir daí, fez uma pesquisa e constatou que o projeto era viável. O agricultor informou ainda que está buscando parcerias no eixo Rio-São Paulo que possibilitem, dessa forma, ampliar o projeto para uma produção de 150 mil litros/dia.
Grandes projetos já anunciados
Rondonópolis caminha para ser a capital do biocombustível na região Centro-Oeste. Nos últimos meses, duas grandes potências do setor do agronegócio anunciaram projetos de construção de usinas na cidade. Primeiro, em julho passado, a ADM do Brasil anunciou que vai construir uma fábrica para a produção de biodiesel no município com uma capacidade anual de 180.000 toneladas métricas. O valor do investimento confirmado pela multinacional para a instalação da fábrica na cidade é de US$ 30 milhões, devendo entrar em operação no final do 1º semestre de 2007. No fim do mês passado, o Grupo Agrenco, da Holanda, anunciou que pretende investir, juntamente com cooperativas, US$ 100 milhões em três plantas de biodiesel no Brasil. As plantas estarão localizadas em Rondonópolis, Maracaju (MS) e no Paraná. Juntas as fábricas vão produzir por ano 380 mil toneladas do produto e devem faturar cerca de US$ 200 milhões.
Fonte: A Tribuna MT - Márcio Sodré
Em Rondonópolis, uma amostra desse interesse está no projeto do agricultor Paulo Roberto Guimarães Lino, com fazenda a cinco quilômetros do parque de exposições da cidade. A intenção do agricultor é montar uma usina de pequeno porte na sua fazenda. "O quadro [a produção de energia renovável a partir da agricultura] é irreversível", atesta o agricultor, observando o grande potencial de crescimento dos biocombustíveis. Um reforço a esse setor seria a antecipação em estudo referente à obrigatoriedade da mistura de 5% de biodiesel ao diesel comum - hoje em 2%.
O projeto da usina que Paulo Roberto pretende montar na sua fazenda tem a capacidade de produzir 75 mil litros/dia de biodiesel, tendo como matéria-prima óleo de soja, mamona e girassol. Para implementar um projeto desse porte, conforme o agricultor, serão necessários R$ 5 milhões. Uma das alternativas encontradas para a implementação está sendo o financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que atualmente está na fase do término do projeto de viabilidade econômica. "Estou confiante que o financiamento sairá", avaliou.
Para o fornecimento de matéria-prima à usina, Paulo Roberto diz que pretende fazer parcerias com pequenos produtores inscritos no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), fornecendo inclusive suporte técnico, e com médios produtores da cidade. O arrendatário de parte da fazenda de Paulo Roberto, por exemplo, produziria 1.300 hectares de girassol para a usina. O agricultor calcula que seriam necessários entre 200 e 300 parceiros para abastecer a usina em questão. Através da parceria com os pequenos agricultores inscritos no Pronaf, a usina ganharia o "selo combustível", que garante a isenção de 68% dos impostos federais.
A produção da usina seria destinada a frotistas, prefeituras e fazendeiros da região. Paulo Roberto explica que a implementação da usina está dividida em três fases, sendo a primeira com produção de 15 mil litros/dia; a segunda com produção de 35 mil litros/dia; e a terceira com produção de 75 mil litros/dia. O intuito, segundo ele, é executar a primeira etapa com recursos próprios, com previsão do começo das obras em março de 2007. A previsão é que sejam gerados, no mínimo, 20 empregos diretos, fora o fomento da renda familiar dos pequenos agricultores envolvidos.
No caso de Paulo Roberto, a idéia pela produção do biodiesel surgiu vendo reportagens sobre o assunto. A partir daí, fez uma pesquisa e constatou que o projeto era viável. O agricultor informou ainda que está buscando parcerias no eixo Rio-São Paulo que possibilitem, dessa forma, ampliar o projeto para uma produção de 150 mil litros/dia.
Grandes projetos já anunciados
Rondonópolis caminha para ser a capital do biocombustível na região Centro-Oeste. Nos últimos meses, duas grandes potências do setor do agronegócio anunciaram projetos de construção de usinas na cidade. Primeiro, em julho passado, a ADM do Brasil anunciou que vai construir uma fábrica para a produção de biodiesel no município com uma capacidade anual de 180.000 toneladas métricas. O valor do investimento confirmado pela multinacional para a instalação da fábrica na cidade é de US$ 30 milhões, devendo entrar em operação no final do 1º semestre de 2007. No fim do mês passado, o Grupo Agrenco, da Holanda, anunciou que pretende investir, juntamente com cooperativas, US$ 100 milhões em três plantas de biodiesel no Brasil. As plantas estarão localizadas em Rondonópolis, Maracaju (MS) e no Paraná. Juntas as fábricas vão produzir por ano 380 mil toneladas do produto e devem faturar cerca de US$ 200 milhões.
Fonte: A Tribuna MT - Márcio Sodré