Agência deve realizar audiência em dezembro com o objetivo de alterar resolução Nº 42.
O biodiesel terá uma nova especificação em breve. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deve anunciar, no início de 2008, os novos critérios de qualidade do combustível, que já foram discutidos em quatro reuniões com pesquisadores, usinas e representantes de distribuidoras e da indústria automobilística. O último passo antes de publicar as novas regras será a realização de uma audiência pública, prevista para dezembro, para debater as mudanças.
A assessoria de imprensa da ANP informou que as propostas de mudança nas especificações só serão conhecidas quando for divulgada a minuta de resolução a ser discutida na audiência pública. Segundo a BiodieselBr.com apurou, a nova especificação brasileira tende a estar mais próxima do padrão europeu (EN 14214), considerado o mais rígido. Pelo menos oito das 14 características especificadas pela ANP podem igualar-se aos valores europeus.
“Existe hoje uma tendência de harmonização das especificações”, afirma Antonio Bonomi, pesquisador-sênior do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). “O Brasil tem interesse em exportar esse produto, e isso só será possível se houver a harmonização das especificações.”
União Européia e Estados Unidos já estão para fechar um acordo sobre padrões comuns para comercializar biocombustíveis. No que toca o biodiesel, o esforço americano concentra-se em modificar as normas da União Européia sobre matérias-primas para biodiesel, que favorecem o óleo de colza. Este óleo responde por metade da produção européia de óleo vegetal. Um dos pontos de discórdia na especificação européia é o valor máximo do índice de iodo (120 g/100g da amostra), que praticamente torna proibitivo o biodiesel de óleo de soja, cujo índice de iodo fica entre 120 e 130 g/100g.
Hoje a especificação brasileira não determina valores para esse item, que aparece como “anotar”. Mas a tendência é que pelo menos nesse quesito a futura norma nacional não vá de encontro à atual especificação européia. A proposta da ANP é eliminar o item, mas em reuniões com a agência, representantes da indústria automobilística sugeriram a adoção de um índice de 140.
A norma americana (ASTM D6751) especifica 20 características, contra 14 da brasileira (ANP nº 42) e 27 da européia (EN 14214).
Raquel Marçal
BiodieselBR.com
O biodiesel terá uma nova especificação em breve. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deve anunciar, no início de 2008, os novos critérios de qualidade do combustível, que já foram discutidos em quatro reuniões com pesquisadores, usinas e representantes de distribuidoras e da indústria automobilística. O último passo antes de publicar as novas regras será a realização de uma audiência pública, prevista para dezembro, para debater as mudanças.
A assessoria de imprensa da ANP informou que as propostas de mudança nas especificações só serão conhecidas quando for divulgada a minuta de resolução a ser discutida na audiência pública. Segundo a BiodieselBr.com apurou, a nova especificação brasileira tende a estar mais próxima do padrão europeu (EN 14214), considerado o mais rígido. Pelo menos oito das 14 características especificadas pela ANP podem igualar-se aos valores europeus.
“O Brasil tem interesse em exportar esse produto, e isso só será possível se houver a harmonização das especificações.”
“Existe hoje uma tendência de harmonização das especificações”, afirma Antonio Bonomi, pesquisador-sênior do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). “O Brasil tem interesse em exportar esse produto, e isso só será possível se houver a harmonização das especificações.”
União Européia e Estados Unidos já estão para fechar um acordo sobre padrões comuns para comercializar biocombustíveis. No que toca o biodiesel, o esforço americano concentra-se em modificar as normas da União Européia sobre matérias-primas para biodiesel, que favorecem o óleo de colza. Este óleo responde por metade da produção européia de óleo vegetal. Um dos pontos de discórdia na especificação européia é o valor máximo do índice de iodo (120 g/100g da amostra), que praticamente torna proibitivo o biodiesel de óleo de soja, cujo índice de iodo fica entre 120 e 130 g/100g.
Hoje a especificação brasileira não determina valores para esse item, que aparece como “anotar”. Mas a tendência é que pelo menos nesse quesito a futura norma nacional não vá de encontro à atual especificação européia. A proposta da ANP é eliminar o item, mas em reuniões com a agência, representantes da indústria automobilística sugeriram a adoção de um índice de 140.
A norma americana (ASTM D6751) especifica 20 características, contra 14 da brasileira (ANP nº 42) e 27 da européia (EN 14214).
Raquel Marçal
BiodieselBR.com
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