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Anfavea: B7 causará aumento no custo operacional de frotas

Os proprietários de veículos a diesel na Argentina terão aumento de custo na manutenção dos motores com a implantação do B7.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Os proprietários de veículos a diesel na Argentina terão aumento de custo na manutenção dos motores com a implantação do B7. A informação é do vice-presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), Alexandre Parker.

 Os proprietários de veículos a diesel na Argentina terão aumento de custo na manutenção dos motores com a implantação do B7. A informação é do vice-presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), Alexandre Parker. “Os fabricantes lá disseram que precisavam de testes. Mas não foram ouvidos”, explicou em palestra na Conferência BiodieselBR nesta quinta-feira. Como a manutenção terá que ser feita mais vezes e a troca de filtros será mais freqüente, os proprietários de veículos diesel terão certamente aumento no custo operacional da frota.

Parker defendeu que o Brasil mantenha a sistemática adotada no programa de biodiesel até agora, que negociou com todos os setores a evolução da adição. “Fizemos um trabalho com o governo para elaboração do marco do B5. Esperamos que para novas misturas o processo seja o mesmo”, disse. O problema, alerta, é que segundo Parker, os recursos para pesquisa das fabricantes de motores estão focados até 2012 nos estudos necessários para a implantação do diesel S50 e S10. “Não são todas as indústrias que tem recursos para investir agora no estudo de uma nova mistura com o biodiesel”, alertou.

Isso não significa, no entanto, que a Associação seja contrária ao aumento da mistura. “A gente autoriza o B5 e está buscando o B7. Temos interesse em desenvolver produtos que atendam a essa demanda por biocombustíveis”, afirmou. Parker adiantou que algumas montadoras já autorizam o uso do B6 ao B30, desde que a freqüência na manutenção seja maior que o estipulado para o B5.

Outras fabricantes de motores autorizam uso de B100. “Mas são em condições controladas, frotas cativas”, alertou. “Porque aí você tem controle sobre a frota. Sabe como é o veículo, o combustível e sabe como é abastecido esse veículo e as condições de manutenção específica”, apontou. Para a Anfavea, o uso de misturas com maior teor de biodiesel implica necessariamente na realização de uma manutenção diferenciada.

Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
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