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Agroenergy investe em biodiesel

A energia que vem do campo é cada vez mais vista como um mercado promissor e a empresa está investindo para dominar todo um ciclo de produção de biocombustíveis.
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A energia que vem do campo é cada vez mais vista como um mercado promissor e a empresa está investindo para dominar todo um ciclo de produção de biocombustíveis.

Da fabricação com técnicas mais eficazes até o...
 
A energia que vem do campo é cada vez mais vista como um mercado promissor e a empresa pernambucana Agroenergy está investindo para dominar todo um ciclo de produção de biocombustíveis. Da fabricação com técnicas mais eficazes até o processamento de biodiesel e venda de créditos de carbono. Cerca de R$ 700 mil já foram investidos, mas o valor deve subir para R$ 30 milhões, incluindo aquisição de matéria-prima, uma unidade de esmagamento e produção de biodiesel.

“É algo que a gente aposta como um negócio de muito futuro, embora o prazo de retorno do investimento seja muito elevado, com base nos preços de leilão de biodiesel”, diz o diretor da Agroenergy, Rodrigo Suassuna, sócio junto com Gustavo Perazzo no empreendimento. A empresa está bancando – com parceiros como IPA, Embrapa e Cetene – testes em oito hectares plantados com oleaginosas na Chapada do Araripe. Os testes são conduzidos em condição de sequeiro e de irrigação, incluindo a mamona, pinhão manso, girassol e amendoim.

A empresa vai repassar assistência técnica para pequenos produtores, já com os dados de qual oleaginosa é mais indicada para a região e a sua produtividade. “Apostamos no pinhão manso, mas ele só atinge a produtividade ideal em cinco anos. Portanto, seria irresponsabilidade dizer para um agricultor trocar o que ele produz hoje por pinhão manso”, diz Suassuna. Ele prevê que dentro de mais um ano será possível transferir parte dos resultados para os agricultores.

A empresa está procurando bancos oficiais, como o BNDES e o BNB, para financiar o projeto. “O mais caro é o maquinário”, diz. As outras pontas do negócio são a venda de créditos de carbono, viabilizada pelo Protocolo de Kyoto, e a co-geração de energia. “Isso pode aumentar o retorno do empreendimento”, acredita.

Jornal do Commercio - PE

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