[Exclusivo] Soja fica 99,6% dos recursos do Selo Social em 2013
Dados do MDA mostram que a soja correspondeu a 99% das matérias-primas adquiridas pelas usinas como parte do Selo Social.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Se hoje tivéssemos que renomear o programa do selo Combustível Social para alinhá-lo com seus resultados, o nome Programa de Auxílio ao Pequeno Produtor de Soja serviria perfeitamente.
Isso porque mais de 99,6% de todo o valor gasto na compra de matérias-primas adquiridas pelas usinas de biodiesel em 2013 foi soja.
Se hoje tivéssemos que renomear o programa do selo Combustível Social para alinhá-lo com seus resultados, o nome Programa de Auxílio ao Pequeno Produtor de Soja serviria perfeitamente. Isso porque mais de 99,6% de todo o valor gasto na compra de matérias-primas adquiridas pelas usinas de biodiesel em 2013 foi soja.
A constatação vem da análise de uma nova leva de dados repassados à BiodieselBR.com pelo MDA que complementam as informações que já haviam sido disponibilizadas pelo ministério na semana passada.
As usinas adquiriram 2,79 milhões de toneladas em matérias-primas de seus parceiros da agricultura familiar no ano passado. Pelos quais pagaram R$ 2,85 bilhões. Desse total, a soja em grão ficou com 2,76 milhões de toneladas e R$ 2,79 bilhões – respectivamente 98,9% e 98%. Para piorar ainda mais, a segunda matéria-prima mais relevante na lista do MDA é o óleo de soja. Ela ficou com 20,5 mil toneladas (0,74%) e R$ 46 milhões (1,6%). Assim, a soja e seu óleo ficou com 99,6% de todos os recursos gastos na aquisição de matérias-primas.
Além dessas duas, apenas o girassol, o amendoim e a mamona conseguiram superar a marca de mil toneladas adquiridas.
Esse é o recorde da compra de soja e seu óleo no histórico do Selo. Em 2012, recorde anterior, a soja ficou com 99,47% do montante recebido. O ano com menor participação foi 2010, quando representou 94,57% do volume negociado. Desde então, a participação foi subindo e, agora, tem se sustentando num platô acima de 99%.
Só no Nordeste, a soja não é dominante. Lá, a líder ainda é a mamona, mas os volumes são tão baixos que poderiam muito bem ser desconsiderados. No ano passado foram apenas 720 toneladas de mamona negociadas entre os agricultores nordestinos. O valor recebido foi inferior a R$ 1,2 milhão.
Concentração O Sul é o campeão disparado na lista do MDA e, grosso modo, tem visto sua liderança crescer. Em 2008, os pequenos produtores familiares do Sul forneciam 52,1% do volume de matéria-prima que o setor comprava para o Selo. Com exceção de uma escorregadela em 2012 – quando a participação caiu –, as vendas de oleaginosas do Sul têm crescido ano a ano e, em 2013, atingiu sua maior participação histórica com 73,4% do volume total com pouco mais de 2 milhões de toneladas.
Já o Centro-Oeste tem caminhado na direção inversa e perdido participação fechando o ano passado com 21,6% de participação – 603 mil toneladas.