Instituída oficialmente pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no final do ano passado, a Câmara Técnica de Avaliação e Acompanhamento do Selo Combustível Social realizou sua primeira reunião nessa terça-feira (05). O encontro aconteceu na sede da Embrapa, em Brasília (DF).
Instituída oficialmente pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no final do ano passado, a Câmara Técnica de Avaliação e Acompanhamento do Selo Combustível Social realizou sua primeira reunião nessa terça-feira (05). O encontro aconteceu na sede da Embrapa, em Brasília (DF).
As principais entidades representativas do setor de biodiesel – a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) – estiveram presentes ao encontro. A Petrobras Biocombustível (PBio), que controla três usinas de biodiesel no país, todas detentoras do Selo Social, também enviou representantes à reunião.
Originalmente pautado com a proposta de discutir a agenda de trabalho da Câmara para este ano, o encontro também serviu para que o MDA conhecesse a avaliação da cadeia sobre o Selo Social, bem como suas propostas para o aprimoramento da iniciativa.
Pleitos
Na ocasião, a Abiove reiterou sua proposta para a definição de prazo para as repostas às anuências dos contratos entre usinas e agricultores familiares.
“A ideia é dar mais transparência, certeza nesse processo de contratação de matérias-primas por parte da indústria e venda da matéria-prima por parte do produtor rural”, expõe o economista Leonardo Zilio, que esteve representando a entidade na reunião. Segundo ele, sem um prazo máximo tanto usinas como agricultores familiares ficam sem saber o que fazer. “Isso é ruim para a usina que não sabe se vai contar com soja, e pior para o agricultor familiar que não sabe se deve plantar ou não”, diz.
A Ubrabio, por sua vez, propôs elevar o percentual de biodiesel adquirido pelas distribuidoras na etapa 3 dos leilões – da qual só podem participar as usinas detentoras do Selo Combustível Social. A entidade pleiteia que, em vez dos atuais 80%, as distribuidoras comprem das usinas que participam do programa 95% de todo o volume que necessitarão no bimestre.
A Ubrabio defendeu ainda que a iniciativa dispense um tratamento mais uniforme às regiões Norte e Nordeste do país. A promoção da inclusão social, em especial dos agricultores das regiões menos favorecidas do país, como o caso do Norte e Nordeste, foi um dos pilares sob os quais se concebeu o Selo.
Contatada pela reportagem, a Aprobio não enviou comentário para essa reportagem.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Instituída oficialmente pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no final do ano passado, a Câmara Técnica de Avaliação e Acompanhamento do Selo Combustível Social realizou sua primeira reunião nessa terça-feira (05). O encontro aconteceu na sede da Embrapa, em Brasília (DF).
As principais entidades representativas do setor de biodiesel – a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) – estiveram presentes ao encontro. A Petrobras Biocombustível (PBio), que controla três usinas de biodiesel no país, todas detentoras do Selo Social, também enviou representantes à reunião.
Originalmente pautado com a proposta de discutir a agenda de trabalho da Câmara para este ano, o encontro também serviu para que o MDA conhecesse a avaliação da cadeia sobre o Selo Social, bem como suas propostas para o aprimoramento da iniciativa.
Pleitos
Na ocasião, a Abiove reiterou sua proposta para a definição de prazo para as repostas às anuências dos contratos entre usinas e agricultores familiares.
“A ideia é dar mais transparência, certeza nesse processo de contratação de matérias-primas por parte da indústria e venda da matéria-prima por parte do produtor rural”, expõe o economista Leonardo Zilio, que esteve representando a entidade na reunião. Segundo ele, sem um prazo máximo tanto usinas como agricultores familiares ficam sem saber o que fazer. “Isso é ruim para a usina que não sabe se vai contar com soja, e pior para o agricultor familiar que não sabe se deve plantar ou não”, diz.
A Ubrabio, por sua vez, propôs elevar o percentual de biodiesel adquirido pelas distribuidoras na etapa 3 dos leilões – da qual só podem participar as usinas detentoras do Selo Combustível Social. A entidade pleiteia que, em vez dos atuais 80%, as distribuidoras comprem das usinas que participam do programa 95% de todo o volume que necessitarão no bimestre.
A Ubrabio defendeu ainda que a iniciativa dispense um tratamento mais uniforme às regiões Norte e Nordeste do país. A promoção da inclusão social, em especial dos agricultores das regiões menos favorecidas do país, como o caso do Norte e Nordeste, foi um dos pilares sob os quais se concebeu o Selo.
Contatada pela reportagem, a Aprobio não enviou comentário para essa reportagem.
Cátia Franco – BiodieselBR.com