Todo o dia recebemos e-mails com dúvidas sobre o desempenho dos motores que passam a usar biodiesel. Todos os tipos de dúvidas nos são apresentadas, se podem usar, quais os principais problemas que podem surgir nos motores, qual a mistura ideal, se pode ser usado óleo vegetal misturado ao diesel, porque não usar óleo vegetal puro, etc…
Ao decidir usar biodiesel puro ou misturado como combustível em sua camionete ou máquinas agrícolas a primeira providência a ser tomada é verificar se o biodiesel que irá usar possui os padrões de qualidade exigidos pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Para fazer esta verificação, primeiro busque a informação na internet no site www.anp.gov.br, certifique-se que a usina está cadastrada no órgão competente de acordo com a legislação. Segundo passo, peça ao fabricante os laudos de análise do biodiesel dos últimos meses, verifique se o biodiesel atende as especificações. Você pode também pedir duas amostras do biodiesel e encaminhar a um laboratório para que sejam feitas as 26 análises exigidas, porém, esta última hipótese ficará bastante cara.
O uso de biodiesel cuja qualidade não atenda todos os padrões exigidos pela ANP, que em alguns itens esteja com percentuais um pouco acima ou um pouco abaixo do padrão, não causará problemas no motor após algumas horas de uso, os problemas decorrentes da qualidade do biodiesel poderão surgir após centenas ou até milhares de horas trabalhadas.
Normalmente o primeiro problema que aparece nos motores que passaram a usar biodiesel é o entupimento do filtro de combustível, em conseqüência das incrustações nas paredes do tanque e dos canos de combustível ocasionados pelo uso anterior de diesel mineral e removidas pelo biodiesel. A solução para este caso é a troca do filtro nas primeiras vezes com mais freqüência ou efetuar uma limpeza completa do tanque e canos antes de passar a usar o biodiesel. Outro problema que surge é o desgaste de mangueiras e retentores ocasionando vazamentos. Estes problemas acontecem com motores fabricados até o ano de 2003/2004, dependendo do fabricante. A partir desta data os motores já saem de fábrica com retentores sintéticos. A solução é a troca por mangueiras e retentores sintéticos que não sofrem desgastes prematuros com o uso de biodiesel.
Embora o limite de viscosidade não seja mais impeditivo para qualificar o biodiesel, (a ANP alterou o limite que era de 5,5% para “anotar” para viabilizar o biodiesel feito com óleo de mamona) tanto a bomba injetora quanto os bicos terão problemas se o biodiesel apresentar índices de viscosidade superiores a 5,5%. Ocorrerá também a formação de borra e carvões na câmara de combustão e na cabeça do pós-pistões.
Com o passar do tempo usando biodiesel não especificado outros problemas começarão a acontecer no seu motor e só serão notados quando o motor for aberto, que são desgastes internos da carcaça, corrosões, incrustações de menor intensidade que passam a comprometer o desempenho, a potência e o consumo.
Univaldo Vedana, diretor do portal BiodieselBR.com. Saiba mais sobre o autor.
Ao decidir usar biodiesel puro ou misturado como combustível em sua camionete ou máquinas agrícolas a primeira providência a ser tomada é verificar se o biodiesel que irá usar possui os padrões de qualidade exigidos pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Para fazer esta verificação, primeiro busque a informação na internet no site www.anp.gov.br, certifique-se que a usina está cadastrada no órgão competente de acordo com a legislação. Segundo passo, peça ao fabricante os laudos de análise do biodiesel dos últimos meses, verifique se o biodiesel atende as especificações. Você pode também pedir duas amostras do biodiesel e encaminhar a um laboratório para que sejam feitas as 26 análises exigidas, porém, esta última hipótese ficará bastante cara.
O uso de biodiesel cuja qualidade não atenda todos os padrões exigidos pela ANP, que em alguns itens esteja com percentuais um pouco acima ou um pouco abaixo do padrão, não causará problemas no motor após algumas horas de uso, os problemas decorrentes da qualidade do biodiesel poderão surgir após centenas ou até milhares de horas trabalhadas.
Normalmente o primeiro problema que aparece nos motores que passaram a usar biodiesel é o entupimento do filtro de combustível, em conseqüência das incrustações nas paredes do tanque e dos canos de combustível ocasionados pelo uso anterior de diesel mineral e removidas pelo biodiesel. A solução para este caso é a troca do filtro nas primeiras vezes com mais freqüência ou efetuar uma limpeza completa do tanque e canos antes de passar a usar o biodiesel. Outro problema que surge é o desgaste de mangueiras e retentores ocasionando vazamentos. Estes problemas acontecem com motores fabricados até o ano de 2003/2004, dependendo do fabricante. A partir desta data os motores já saem de fábrica com retentores sintéticos. A solução é a troca por mangueiras e retentores sintéticos que não sofrem desgastes prematuros com o uso de biodiesel.
Embora o limite de viscosidade não seja mais impeditivo para qualificar o biodiesel, (a ANP alterou o limite que era de 5,5% para “anotar” para viabilizar o biodiesel feito com óleo de mamona) tanto a bomba injetora quanto os bicos terão problemas se o biodiesel apresentar índices de viscosidade superiores a 5,5%. Ocorrerá também a formação de borra e carvões na câmara de combustão e na cabeça do pós-pistões.
Com o passar do tempo usando biodiesel não especificado outros problemas começarão a acontecer no seu motor e só serão notados quando o motor for aberto, que são desgastes internos da carcaça, corrosões, incrustações de menor intensidade que passam a comprometer o desempenho, a potência e o consumo.
Univaldo Vedana, diretor do portal BiodieselBR.com. Saiba mais sobre o autor.