Certificação do biodiesel
A ASTM International, um dos mais respeitados órgãos de definição de normas e padrões do mundo, divulgou oficialmente as tão aguardadas novas normas de misturas para o biodiesel.
As definições de qualidade do biodiesel para misturas acima de 5% até 20% era o que faltava para os fabricantes de veículos concederem garantia de fábrica para os proprietários de veículos que optarem por essas misturas elevadas.
As duas principais normas divulgadas pela ASTM são:
ASTM D7467-08 que especifica o biodiesel de B6 a B20 para ser misturado ao diesel de petróleo.
A outra é a atualização da norma D6751 já existente que promove algumas correções da especificação do biodiesel B100 para ser misturado ao diesel de petróleo.
As especificações do biodiesel da ASTM são severas, mas isso ajuda a garantir a qualidade do produto final, transmitindo confiança para o consumidor final.
Diferente do etanol, a especificação do biodiesel caminha a passos largos. O biodiesel hoje está especificado nos principais países do mundo. O interesse pela produção de biodiesel em todo o mundo e mesmo em países sem muito espaço para a agricultura, está nas muitas opções de matérias-primas que podem ser reaproveitadas, como o óleo de cozinha usado e de rejeitos de indústrias processadoras de alimentos. A transformação dessas gorduras em biodiesel ajuda esses países a diminuir a dependência de petróleo importado e evita a contaminação de solos e mananciais, além de diminuir a emissão de gases nocivos ao planeta.
Mais zoneamento
O governo divulgou mais zoneamentos agrícolas para o dendê. Os estados do Acre e do Maranhão receberam autorização para o plantio. Essa é a primeira exigência necessária para quem precisa de financiamento para montar um projeto agroindustrial com o dendê. Sem zoneamento agrícola não existe financiamento.
Os estados do Maranhão e do Piauí receberam ainda o zoneamento para o plantio de mamona para a safra 2008/2009. Beneficiando com isso pequenos produtores que precisam de Pronaf para efetuar seus plantios.
Óleo de soja
Durante a semana passada, de 20 a 24 de outubro, as cotações internacionais do óleo de soja continuaram a tendência das semanas anteriores, ou seja, de baixa. A semana foi marcada por uma queda de 11,3%. Na bolsa de Chicago o óleo fechou a sexta feira a U$ 0,3147 centavos de dólar por libra peso, a menor cotação desde fevereiro de 2007. Em contra partida o dólar fechou a semana com uma valorização de 10%, fechando a R$ 2,3270.
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