Antonio Bonomi, doutor em Engenharia Química e diretor de Biocombustíveis
da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), fala nesta entrevista
sobre as deficiências no monitoramento da qualidade do biodiesel no Brasil e
dos entraves técnicos e operacionais para o aumento da mistura obrigatória.
Alice Duarte, de Curitiba
Ainda hoje, após quatro anos
de criação do Programa Nacional
de Produção e Uso do
Biodiesel (PNPB) e passado
mais de um ano de mercado obrigatório,
é difícil definir quais são
os parâmetros de qualidade realmente
necessários e quais as conseqüências
negativas de se usar
um biodiesel fora das especificações.
Mais difícil ainda, segundo
Antonio Bonomi, é criar métodos
rápidos e baratos para o controle
de qualidade e fiscalizar futuramente
– após a abertura de mercado
– se a mistura obrigatória ao
diesel estará sendo feita. Ele, que
foi superintendente de Qualidade
de Produtos da Agência Nacional
de Petróleo, Gás e Biocombustíveis
(ANP), fala também das dificuldades
na época da elaboração
da primeira especificação, dos
gargalos tecnológicos ainda existentes
e questiona a eficácia dos
testes feitos nos motores.