Conferências BiodieselBR 2008

Apenas 4,5% da safra mundial de grãos foi destinada para a produção de álcool combustível entre 2006 e 2007, segundo estudo da Consultoria Alemã F.O Licht. No mesmo estudo é mostrado o percentual de participação do biodiesel no mercado mundial que passou de 3,7% para 5,9% em igual período.

Conclusão da consultoria alemã: Mesmo sendo crescente a utilização de grãos e óleos para a produção de biocombustíveis, esses percentuais pequenos não justificam a enorme alta dos preços do milho, soja, trigo nos últimos tempos.

Outro dado importante: o mundo produz cerca de 48 milhões de toneladas de biocombustíveis. Desse total, 88% é de álcool e apenas 12% de biodiesel.



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Nos últimos dois anos muito se tem falado sobre a glicerina, o maior subproduto da produção de biodiesel. Apesar de todas as promessas, ainda continua sendo apenas uma expectativa para a maior parte das usinas. Atualmente a procura por glicerina é grande, mas condicionada aos baixos preços.
Continue lendo ‘Glicerina e suas aplicações’



Conferências BiodieselBR 2008

O governo português isentou de impostos até 1,03 bilhões de litros de biodiesel por ano. A isenção ficará entre 280 e 300 euros por metro cúbico, ou cerca de R$ 800,00.

Portugal quer ter em 2010 uma mistura de combustíveis renováveis (na gasolina e no diesel) de 10%. Superior aos 5,75% definidos pela união européia para todos os países membros.

Políticas públicas de incentivo a determinados objetivos são a base para o desenvolvimento e o sucesso do projeto. No caso específico do biodiesel, o governo português entendeu que sem uma redução drástica da carga tributária o programa não teria sucesso, que era necessário aliviar os custos do setor, tirar estas obrigações dos usineiros, e, finalmente, entendeu que para o setor se firmar a conta não poderia ser paga pelos empresários e usineiros.

Se vai funcionar, o tempo dirá. Mas é inegável que o governo está fazendo a parte dele.

Quem sabe esse exemplo português motive nosso executivo e legislativo -  federal e estadual - a repensarem a carga tributária imposta ao biodiesel.

Univaldo Vedana 



O economista americano Paul Krugmann em seu artigo da semana passada no New York Times chamou o etanol de “demônio, e listou este como uma das causas da alta dos preços dos alimentos. Em se tratando da produção de etanol americano, realmente a comparação com sinônimo de coisa ruim até cabe. Estender o problema para o restante do planeta parece ter o intuito de desviar a atenção. Continue lendo ‘‘Demônio etanol’’

A ANP estabeleceu como teto o valor de R$ 2,804 por litro de biodiesel a ser negociado nos leilões desta quinta e sexta (10 e 11).

O preço é razoável se levarmos em conta o preço internacional do óleo de soja, cotado nesta quarta-feira a U$ 0,57 por libra peso, equivalendo a U$ 1.258 ou a R$ 2.126,00 por tonelada. Porém se considerarmos o preço do óleo no mercado interno este preço para o biodiesel não fica tão atraente. Hoje a cotação interna do óleo é de cerca de R$ 2.600,00 a tonelada.

Cabem às usinas nos leilões de amanhã não aviltarem em demasia esse preço. Afinal, tem espaço para todas venderem até 50% de sua produção dos meses de julho a setembro, época da entrega.

É esperar para ver, o leilão começa amanhã as 9:00. O futuro de algumas usinas dependerá de vendas com lucro para continuar produzindo.

Univaldo Vedana

Por Univaldo Vedana

Um avanço. É o que posso dizer da nova especificação do biodiesel brasileiro.

Agora o objetivo a ser buscado é uma classificação única para o biodiesel no mundo. É uma tarefa árdua, difícil, pois estão pesando na balança:

- As dezenas de matérias-primas existentes para a produção (cada matéria-prima representa um biodiesel com características próprias);

- Rota tecnológica;

- Tecnologias de produção;

- e mais os interesses de cada nação.

Possivelmente um acordo mundial de especificação do biodiesel levará em conta uma mistura de óleos, ou um padrão específico para determinada oleaginosa (a nova especificação brasileira já trata diferente a mamona).

A rigidez na busca por uma única classificação de qualidade mundial poderá excluir algum importante óleo de determinada região ou país. Por esse motivo o Brasil deve ter cuidado nas negociações, uma vez que é mundial o interesse de fazer do biodiesel uma commodity, mas o interesse de flexibilizar a especificação é quase todo brasileiro.

A Fundação MS, entidade de pesquisa mantida pela COAGRI de Dourados MS, tem o registro no MAPA do crambe. Nessa semana aconteceu uma reunião na FAMASUL (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande - MS, onde a Fundação alertou sobre a venda ilegal de sementes de crambe. A Fundação por ter o registro da cultivar tem a exclusividade da reprodução e venda de sementes no Brasil.

Nada mais justo da Fundação alertar e reivindicar os direitos sobre a cultivar.

Porém, como ficam os produtores que em anos anteriores compraram “sementes de crambe” da Fundação e as reproduziram? A Fundação podia ter vendido essas sementes?

Ao invés de sair prometendo multas para quem plantar não seria melhor buscar um acerto, como a cobrança de royalties sobre as sementes?

Pelas previsões da ANP, no mês de abril próximo, o consumo brasileiro de álcool anidro e hidratado deverá superar o de gasolina. Serão mais de 1.5 bilhões de litros consumidos mensalmente a partir de abril, mantido o atual diferencial de preço entre os dois produtos. O consumo de álcool hidratado aumentou 51% em relação a janeiro de 2007.

Em outubro de 2007 o presidente da Petrobras José Celso Gabrielli disse que de acordo com um estudo da companhia, só no ano de 2020 o consumo de álcool seria maior que o de gasolina no Brasil.
A Petrobras errou feio, errou em 12 anos.

Há quatro anos se alguém dissesse que em 2008 o Brasil passaria a consumir mais álcool do que gasolina, esta pessoa passaria por louca. Mas a utilização cada vez maior do álcool está diretamente relacionada com os carros flex e principalmente com o diferencial de preço da gasolina (bolso, a parte mais sensível do consumidor).

Esta notícia do álcool criou uma ponta de inveja quando relaciono com o setor biodiesel. E um objetivo a ser buscado. Em quantos anos teremos uma notícia assim: “Consumo de biodiesel ultrapassa o de diesel no Brasil”?

Faça sua aposta. 2030, 2020, 2015?

Por Univaldo Vedana

Com a obrigatoriedade do B3 a partir de julho deste ano o consumo de biodiesel em 2008 aumentará em 25%, devendo alcançar mais de um bilhão de litros.

O setor está aguardando os editais dos leilões que deverão contratar todo o biodiesel a ser utilizado no segundo semestre, algo em torno de 600 milhões de litros.

O CNPE facilitou a vida dos vendedores de biodiesel nos leilões anteriores, facultando que até 10% do volume vendido por cada usina possa ser suprido por outra que se disponha a produzir e entregar pelo preço do leilão.

Agora o estranho foi quando se tocou no assunto B4. Enquanto estamos vendo alguns fabricantes autorizando o uso de B20, a mistura de 4% incomoda a ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). O governo cobrou agilidade da Associação para aprovar o B4, mas será que a verdadeira preocupação da ANFAVEA não é com a qualidade desses 4% que vai entrar na mistura?

jatropha e a geada

Algumas mudas de pinhão manso foram plantadas na região de Ijuí no Rio Grande do Sul na primavera de 2006, com o intuito de observar seu comportamento no clima frio e o que poderia acontecer na planta após algumas geadas. Continue lendo ‘O pinhão-manso e a geada’

Chegou a revista BiodieselBR

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