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Cátia Franco, de São Paulo
Em meados de janeiro, foram divulgados os dados de entrega de biodiesel relativos a 2013. E com eles veio a revelação de que o mercado cresceu, mesmo num ano sem muitas alegrias para o setor, que ficou sem ver o aumento de mistura e foi abalado por sucessivos anúncios de fechamento de usinas.
Fornecidas pelas usinas à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as informações sobre as entregas de biodiesel permitem chegar à constatação do tamanho do mercado porque mostram quanto do biodiesel arrematado nos leilões foi efetivamente vendido. Por razões que podem abarcar desde problemas internos das usi-nas até falhas nas retiradas pelas distribuidoras, nem todo biodiesel negociado nos leilões consegue chegar até as distribuidoras. Tanto que os editais dos pregões possibilitam às usinas e às distribuidoras operar com uma margem de 10% – para mais ou para menos – sobre o volume contratado, sem serem punidas por isso.
Nos certames que negociaram o volume necessário para garantir o abastecimento do mercado em 2013 (28º a 33º Leilão de Biodiesel) foram vendidos 3,064 bilhões de litros. Desse total, foram entregues 2,85 bilhões de litros – 93,1% do contratado nos seis pregões. Em 2012, esse percentual ficou em 91,3%. A extração da diferença entre os dois percentuais de entregas desnuda um incremento de 10,2% do setor no espaço de um ano.
Dessa forma, conclui-se também que as empresas que cresceram ao menos 10,2% abocanharam participação no mercado. E muita pouca gente conseguiu essa proeza em 2013.
Usinas
O Grupo Granol foi um dos que conquistaram tal feito. O volume de entregas saltou de 11,8% para 12,5% do total no intervalo de um ano. A usina de Goiás continuou encabeçando o ranking em 2013, com 357,4 milhões de litros entregues.A Petrobras Biocombustíveis também teve sua projeção no mercado aumentada em 2013. Contudo, num percentual bem menos expressivo – de 11,2% para 11,3%. O volume de entregas da estatal no ano passado ampliou-se em 27,4 milhões de litros quando comparado ao de 2012.
Ainda que figurando como terceiro colocado no ranking, com 267,1 milhões de litros entregues em 2013, o Grupo Oleoplan perdeu participação no mercado. No ano passado, a empresa vendeu, efetivamente, 73,4 milhões de litros a menos que em 2012, quando registrou uma ótima performance.
Mas o grande destaque entre as usinas nesse aspecto foi mesmo a novata Bianchini. Uma das estreantes no mercado, a planta gaúcha já se estabeleceu como a terceira usina que mais entregou biodiesel no ano, ficando atrás apenas das experientes Granol (GO) e Oleoplan (RS), primeira e segunda colocadas respectivamente.
Estados e regiões
Na análise por estados, o resultado das entregas em 2013 não provocou movimentações em relação ao ranking de entregas de 2012. O Rio Grande do Sul permanece como líder, seguido por Goiás e Mato Grosso. Juntos, esses estados responderam por 63,8% de todo o biodiesel entregue no ano passado.Mas apesar de asseguradas as posições, em termos de participação de mercado somente o Rio Grande do Sul ampliou sua fatia, de 28,6% para 29,2%. Já Mato Grosso e Goiás perderam, respectivamente, 3,7p.p. e 1,5p.p. no intervalo entre um ano e outro.
Na esfera regional, o ranking de vendas também manteve- -se estável, com destaque para a região Sul – a única a crescer em participação. A região, que deteve 33% do mercado em 2012, saltou para 37,8% em 2013, aproximando- se do Centro-Oeste, que encabeça a relação. Com isso, a diferença entre os volumes de entrega das duas regiões, que em 2012 era de 255,5 milhões de litros, caiu para 100,5 milhões no ano passado.
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