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Acirrando a concorrência

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Outras quatro usinas passaram a ter o direito de comercializar biodiesel nos últimos meses, aumentando ainda mais a saturação do mercado
Edição de Out / Nov 2013 4 min de leitura
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Outras quatro usinas passaram a ter o direito de comercializar biodiesel nos últimos meses, aumentando ainda mais a saturação do mercado

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Outras quatro usinas passaram a ter o direito de comercializar biodiesel nos últimos meses, aumentando ainda mais a saturação do mercado


Cátia Franco, de São Paulo

As diversas autorizações para comercialização de biodiesel concedidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nos últimos meses devem acirrar a concorrência no mercado, que passa por um momento de sobreoferta do produto. Ao todo, quatro usinas foram contempladas com o direito de vender seu produto.

Na verdade, no caso específico da paulista Biocapital, não se trata exatamente de uma nova usina, mas de um retorno. Em maio de 2012, a ANP havia cassado as autorizações da empresa como resultado de um processo administrativo que investigava a venda de biodiesel fora das especificações de qualidade.

As outras três usinas são a Grand Valle, situada em Porto Real (RJ); a Jataí Agroindústria de Biocombustíveis, de Goiás; e a Noble, sediada em Rondonópolis (MT). Juntas, essas quatro usinas responderão por um acréscimo de capacidade produtiva de quase 527 milhões de litros de biodiesel por ano.

Mais de 40% desse volume será disponibilizado pela Noble, cuja capacidade produtiva é de 216 milhões de litros de biodiesel por ano. Em agosto, a trading de origem chinesa também obteve o registro especial da Receita Federal. Esse é o ultimo documento necessário para que uma usina de biodiesel possa participar regularmente dos leilões bimestrais da ANP.

Agora, a lista de usinas que já possuem autorização de operação, mas não a de comercialização, limita-se apenas à Tauá, à Big Frango e à 3Tentos. Nos dois primeiros casos, no entanto, os investidores parecem ter perdido o interesse na produção de biodiesel. Já a usina da 3Tentos recebeu autorização de operação em meados de setembro, tornando-se, na prática, a única usina de biodiesel em busca da autorização de comercialização.

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Retração

Mesmo tendo conquistado autorização para retornar ao mercado depois de um episódio delicado, a Biocapital não o faz de maneira triunfal. A retomada será em termos bem mais modestos no que concerne à sua capacidade produtiva.
A usina paulista conseguiu o aval da ANP para produzir 144 milhões de litros anuais – menos da metade da capacidade da planta antes do encerramento das atividades, há pouco mais de um ano. Isso significa uma perda de 19 posições no ranking brasileiro, caindo da 6ª para a 25ª colocação.
A capacidade produtiva da Noble também foi revista. Na época em que foi concedida a autorização de construção para a planta em Rondonópolis, a capacidade descrita no documento era de 248,4 milhões de litros. Passou para 216 milhões de litros já na ocasião em que foi emitida a autorização de operação, em fins de junho passado.
Com esse encolhimento, a usina terá que se contentar com a 13ª posição no ranking brasileiro de fabricantes – seis colocações a menos do que ocuparia se tivesse mantido a capacidade inicialmente prevista.

Portas fechadas

O anúncio de novas autorizações de comercialização ajuda a atenuar o impacto da notícia do encerramento das atividades da Biobrax. A pedido da própria usina, a ANP revogou suas autorizações de operação e comercialização. A informação foi publicada no Diário Oficial no último dia 18 de setembro.
Localizada no município baiano de Una, a usina jamais produziu biodiesel com regularidade. Até chegou a vender o produto no Leilão 21, único do qual participou: negociou 5 milhões de litros por pouco mais de R$ 10 milhões, mas não entregou nenhuma gota do produto vendido.

Passaporte

Entre estreias, reestreias e saídas do mercado, também houve quem comemorasse o fortalecimento de suas posições.
Em setembro a Bocchi obteve o Selo Combustível Social, que garante seu passaporte para a 3ª etapa de negociação do certame, na qual as distribuidoras adquirem pelo menos 80% do volume de biodiesel que vão consumir.
A participação nesse lote abre as portas de um mercado potencial bem maior para a usina gaúcha. Pelas atuais regras dos leilões de biodiesel, sobra muito pouco volume a ser negociado na 5ª etapa, quando as usinas que não possuem o Selo Social podem vender.
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