


Patrícia Herman, de São Paulo
A usina da Oleoplan em Veranópolis (RS) registrou um acidente ambiental no início do mês de fevereiro. O problema foi provocado pelo rompimento de um duto entre dois tanques carregados com biodiesel. O vazamento excedeu a capacidade do dique de contenção da usina e acabou contaminando o arroio Jabuticaba que passa nas proximidades. O volume de biodiesel vazado não chegou a ser confirmado.
As autoridades trabalharam rápido na contenção do combustível, mas não foi possível impedir a contaminação. Após a confirmação da mortandade de peixes, a Oleoplan foi multada e será obrigada a reparar todos os danos causados pelo acidente. Inicialmente, o valor da multa foi fixado em R$ 726 mil, mas informações divulgadas posteriormente pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) indicam que o valor final poderá ser maior. Existe até a possibilidade de punições por crime ambiental, previstas em lei.
Mais de um mês após o vazamento, a usina ainda estava fazendo as adequações determinadas pelos órgãos de defesa civil em suas instalações, e continuava a monitorar a limpeza do corpo d’água atingido. A definição de como a empresa fará a reparação dos danos ambientais só será confirmada depois que as obras na usina estiverem concluídas.
Esse vazamento não é a primeira ocorrência registrada na Oleoplan de Veranópolis. Em 2011, um dos tanques utilizados para o armazenamento e tratamento da água usada pela usina explodiu durante uma operação de soldagem. Um operário foi morto e outros dois tiveram ferimentos de menor gravidade.
A água resultante do processo de lavagem pode conter traços de metanol e liberar gases que se acumulam nos tanques, podendo levar a explosões caso os procedimentos de segurança não sejam rigorosos. Quando o vazamento deste ano ocorreu, a unidade produtiva já estava passando por adequações em função desse acidente anterior.