DESMATAMENTO - Boom da palma preocupa
Uma reportagem publicada pela revista Nature indica que há cada vez mais desconfiança nos meios científicos em relação aos impactos ambientais da palma de óleo. Segundo a publicação, há um corpo de pesquisas cada vez maior com evidências de que a expansão da cultura vem provocando desmatamentos predatórios, sem que o biodiesel fabricado a partir da planta mitigue as emissões de gases causadores do efeito estufa. A lucratividade da palma se tornou tão elevada que o maior produtor do mundo, a Indonésia, deverá dobrar a área cultivada até 2030. Além disso, a empresa malaia Felda Global Ventures tem planos de expandir a cultura por outros países do Sudeste Asiático. Uma avaliação de ciclo de vida sugere que pode levar até 220 anos para que uma plantação neutralize todo o carbono emitido, o que tem levado diversos governos a reverem suas posições sobre o biodiesel fabricado a partir de óleo de palma. Isso não significa que a palma já esteja condenada. É possível que ela seja sustentável, desde que manejada de forma responsável e sem avançar sobre áreas de mata nativa.
FRAUDE - Biodiesel dos EUA abalado
As usinas de biodiesel dos Estados Unidos vêm passando por dificuldades desde que vieram à tona casos de fraudes milionárias envolvendo créditos do governo para a utilização de biodiesel. Um porta-voz da associação das refinarias de petróleo declarou que as fraudes causaram prejuízos superiores a US$ 200 milhões. O caso se tornou tão escandaloso que é alvo de uma investigação da Câmara dos Representantes. Com medo de pagar por créditos falsos, as refinarias estão evitando empresas de menor porte, o que tem deixado muitas delas em dificuldades para continuar operando.
ENERGIA LIMPA - Brasil é o 8º em incentivo a renováveis
Um relatório da KPMG International colocou o Brasil em oitavo lugar entre os 23 países do mundo que mais incentivam políticas de geração de energia renovável. Esta é a segunda edição da pesquisa. O relatório identificou políticas de incentivo aos renováveis em 96 países. Na edição anterior, publicada em 2009, a consultoria havia identificado 83 países com algum tipo de meta ou política de promoção. No Brasil, os novos investimentos em renováveis tiveram queda de 5% em 2010, encerrando o ano com US$ 7 bilhões. Esse desempenho pode ser explicado por um forte foco na consolidação do setor de biocombustíveis, onde houve grande movimentação de fusões e aquisições.