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Giro pelo mundo: União Européia, crise americana e problemas na Argentina

Giro pelo mundo
Edição de Out / Nov de 2010 2 min de leitura


UNIÃO EUROPÉIA - EUA na mira

Mesmo com o fim do pagamento do subsídio de US$ 1 por galão, os Estados Unidos continuam sendo alvo de fiscalização da Comissão Européia, que abriu em agosto uma investigação para saber se o biodiesel americano está chegando à Europa por meio de outros países. A investigação se concentra nas importações que chegam do Canadá e de Cingapura, cujos embarques destinados ao continente dispararam desde 2009, quando entrou em vigor a taxação. Os americanos, que não são obrigados a misturar o biodiesel no diesel, inundavam os europeus com seu biodiesel subsidiado, ameaçando a sobrevivência da indústria local.


EUA - Indústria americana em crise

A produção de biodiesel nos Estados Unidos tem caído nos últimos meses, atingindo o mesmo patamar do início de 2009, quando a economia americana sentia o agravamento da crise econômica global. Este ano a produção mensal tem sido a metade do que foi registrado nos últimos meses do ano passado. Para a indústria, a culpa continua sendo da crise, que ainda afeta o mercado, e do fim do subsídio de US$ 1 por galão, expirado no final de 2009. Apesar da mobilização, o setor não conseguiu convencer o Congresso a aprovar a restituição do subsídio. Várias usinas estão paradas e outras tantas operam com baixos níveis de ocupação. O setor aposta no retorno do subsídio e na Lei de Segurança e Independência Energética, que coloca uma meta de produção de 2,4 bilhões de litros para este ano e de 3 bilhões de litros para 2011.


ARGENTINA - Problemas com o B7

Para dar um destino ao excedente de óleo de soja que deixou de ser exportado para a China, a Argentina decidiu em agosto aumentar a mistura obrigatória de 5% para 7% de biodiesel. Isso antes mesmo de ter estruturado o mercado interno para o B5, em vigor desde janeiro. No início de agosto, o descumprimento da mistura do B5 era de 80%, segundo a Associação Argentina de Biocombustíveis e Hidrogênio. Além dos problemas de logística das companhias petrolíferas, responsáveis por retirar o biodiesel das usinas e realizar a mistura no diesel, a atual divisão de cotas de fornecimento das usinas teria atrasado o abastecimento. No país, o governo é quem define o volume que cada usina pode vender e o preço do biodiesel, que é fixado mensalmente.
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