Concorrência destoa das últimas negociações e ADM e Petrobras
se destacam com os melhores resultados
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
Texto
Estanislau Kantorski, de Porto Alegre
O último leilão de biodiesel da
ANP, realizado no final de
maio, não seguiu o padrão
das últimas negociações e,
após um início calmo, os preços
começaram a apresentar significativa
queda.
Situação semelhante também
aconteceu no 13º Leilão de Biodiesel,
realizado em fevereiro do ano
passado, quando após a primeira
rodada os preços tiveram forte
queda. Mas enquanto neste pregão
ADM e Petrobras arremataram um
pequeno volume e a estatal chegou
a oferecer R$ 1,70 por litro, no 18º
leilão foram justamente estas duas
empresas que tiveram a melhor relação
volume vendido e preço.
Apesar do forte deságio ao final
do pregão, o primeiro lote com
80% do volume negociado teve um
preço médio de R$ 2,1925, enquanto
no segundo lote o preço médio
foi de R$ 1,7546.
Para Mateus Henrique Andrich,
gerente industrial da Olfar, uma
das estreantes no leilão, “o preço médio
negociado [de R$ 2,10] garante
uma rentabilidade para as usinas”.
A opinião da Cooperbio
(MT), que participou apenas do
segundo lote, é oposta. “Foi um
desastre”, avalia João Luiz Ribas
Pessa, diretor da empresa. “As empresas
que tinham selo entraram
no primeiro lote com preços que
garantiram certa remuneração.
Mas depois elas foram para o segundo
lote com preços mais baixos,
obrigando-nos a baixar nossos
preços também”, resume.