Depois de bater seu recorde em abril, as exportações de glicerina realizadas durante o mês de maio encolhem mais de 30%
Depois da euforia, a ressaca. As exportações brasileiras de glicerina que, em abril, registraram recordes tanto em termos de volume embarcado quanto em faturamento encolheram de forma significativa, segundo o balanço das contas externas brasileiras para o mês de maio disponibilizados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Depois da euforia, a ressaca. As exportações brasileiras de glicerina que, em abril, registraram recordes tanto em termos de volume embarcado quanto em faturamento encolheram de forma significativa, segundo o balanço das contas externas brasileiras para o mês de maio disponibilizados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Somando as vendas de glicerina bruta e destilada tivemos exportações pouco inferiores a 24,7 mil toneladas do principal coproduto da indústria de biodiesel. Esse valor é 30,3% menor que o embarcado um mês antes.
Os ganhos com o produto também minguaram. Cerca de US$ 12,5 milhões entraram no país em maio contra mais de US$ 17,5 milhões em abril.
Bruta
A demanda menor por glicerina bruta foi a maior culpada por essa queda. Foram vendidos para o exterior somente 19,4 mil toneladas do produto. São 34,8% menos que um mês antes.
A queda na demanda chinesa foi o principal driver da redução. O pais asiático que havia comprado mais de 20,8 mil toneladas de glicerina bruta brasileira em abril se contentou com módicos 13,7 milhares de toneladas no mês passado.
Também houve uma diminuição na quantidade de países interessados no produto nacional. De oito compradores caímos para 6.
Destilada
Já a glicerina destilada se saiu relativamente melhor com uma contração de apenas 6,8% nas vendas que passaram das 5,2 mil toneladas.
Nosso melhor cliente em maio foi o Egito que adquiriu cerca de 958,9 toneladas de nossa glicerina, pelos quais pagou um total de US$ 895,2 mil.
Em maio, 29 países compraram glicerina destilada do Brasil. São quatro a mais que em abril.
Cotações
Não bastasse a queda na demanda, o valor médio que o mercado está pagando manteve a tendência de queda.
Para cada tonelada de glicerina bruta exportada no mês passado recebemos US$ 405,10. Foi o terceiro mês de queda nos preços que já acumulam perdas de 10,2% em relação ao pico registrado em fevereiro.
As perdas estão sendo menores para a glicerina destilada. Em maio ela foi negociada por US$ 887,38, uma queda de 3,8% em relação ao preço máximo registrado em março passado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com