Volume do derivado comercializado pelas distribuidoras encolheu cerca de 1,6% durante setembro
O mercado de óleo diesel não se saiu tão bem em setembro. De acordo com dados disponibilizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o volume vendido reportado pelas distribuidoras ficou cerca de 1,6% menor na comparação com o mesmo mês de 2017.
O mercado de óleo diesel não se saiu tão bem em setembro. De acordo com dados disponibilizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o volume vendido reportado pelas distribuidoras ficou cerca de 1,6% menor na comparação com o mesmo mês de 2017.
No total, o mercado movimentou um pouco menos de 4,78 bilhões de litros durante o mês. Apenas um mês antes, a demanda havia sido de praticamente 5,2 bilhões de litros – o maior desde outubro de 2014.
Das 27 unidades da federação, em 14 houve aumento nas vendas de óleo diesel. Destaque para Roraima onde a demanda praticamente dobrou do ano passado para cá. De um pouco menos de 11,5 milhões de litros em setembro de 2017, os roraimenses saltaram para 22 ,3 milhões de litros de diesel agora.
No extremo oposto temos ao Amazonas onde as vendas recuaram de 103 milhões de litros em 2017 para 92,1 milhões de litros no mês passado. A retração foi de 10,5%.
Biodiesel
Com os dados sobre as vendas de diesel divulgados é possível constatar que a produção de biodiesel no mês de setembro foi suficiente para atender a demanda do mercado. Descontadas as vendas de 44,7 milhões de litros diesel náutico – isento da adição de biodiesel – a demanda de biodiesel puro foi de 473,3 milhões de litros.
As usinas brasileiras reportaram produção de 482,3 milhões de litros em setembro. O saldo positivo beirou os 9 milhões de litros.
No apurado do ano, a produção de biodiesel está negativa em 50,4 milhões de litros frente à demanda esperada.
Mercado
A desaceleração não foi exclusiva do diesel. As vendas totais de combustíveis somaram 16,1 bilhões de litros, queda de 2,5% no comparativo anual.
O etanol é o único combustível que vem realmente se saindo bem. Em setembro, as vendas passaram dos 1,8 bilhão de litros – crescimento de impressionantes 37,1% sobre as de setembro de 2017.
Já a gasolina recuou 17,4% fechando o mês com cerca de 2,9 bilhões de litros comercializados.
O único outro combustível que teve variação positiva em setembro foi o querosene de aviação cujas vendas aumentaram 8,8% atingindo a marca de 592,1 milhões de litros.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com