Volume do derivado comercializado pelas distribuidoras no segundo mês do ano foi de 4,92 milhões de litros. O crescimento em um ano superou a marca dos 10%.
Depois de ter aberto o ano com o pé direito, o mercado nacional de óleo diesel continuou acelerando em fevereiro. Dados publicados ontem (31) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que as vendas do derivado ficaram um pouco acima de 4,92 milhões de litros.
O volume é 10,8% maior do que no mesmo período do ano passado – esse foi o maior índice de crescimento do mercado de diesel desde agosto passado.
Depois de ter aberto o ano com o pé direito, o mercado nacional de óleo diesel continuou acelerando em fevereiro. Dados publicados ontem (31) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que as vendas do derivado ficaram um pouco acima de 4,92 milhões de litros.
O volume é 10,8% maior do que no mesmo período do ano passado – esse foi o maior índice de crescimento do mercado de diesel desde agosto passado.
Tipicamente, as vendas de diesel nos meses de janeiro e fevereiro ficam praticamente estáveis. Nos últimos cinco anos – 2017 a 2021 – a variação entre esses dois meses se resumiu a parcos 0,2%. Nesse período, o maior nível de crescimento foi registrado em 2017 quando as vendas subiram cerca de 1,9% entre o primeiro e segundo mês do ano.
Não foi isso o que se viu desta vez. Entre janeiro e fevereiro de 2022, a demanda deu um salto de 6,1% descolando da curva sazonal do mercado.
Normalmente, o salto nas vendas de óleo diesel só acontece em março.
A demanda de diesel aumentou em todas as regiões brasileiras com destaque para a Região Norte onde o consumo avançou 115,2 mil m³ – 25,1% – sobre o fevereiro do passado. Amazonas (+71%) e Rondônia (+60%) puxaram esse movimento elevando seu consumo estadual em mais de 75,3 mil m³.
Em termos absolutos, no entanto, o crescimento foi superado pela Região Sudeste que registrou um crescimento de 140,3 mil m³, com São Paulo aumentando a demanda em 65,2 mil m³ para chegar a praticamente 940 mil m³.
Outros combustíveis
E o diesel não foi o único combustível a registrar saltos de dois dígitos, a gasolina e o querosene de aviação também tiveram crescimentos expressivos na comparação anual com, respectivamente, 19,5% e 12,3%.
Juntando tudo, os oito produtos acompanhados pela ANP movimentaram 10,9 milhões de m³ com vendas 5% maiores em relação ao nível de consumo do ano anterior.
Recorde bimestral
Somados aos 4,63 milhões de m³ comercializados em janeiro, as vendas de diesel no 1º bimestre (1B) passam dos 9,55 milhões de m³. Isso faz deste o melhor primeiro bimestre da história para o segmento batendo os 9,24 milhões de m³ do 1B de 2014 por uma margem de 3,4%.
Dessa forma, os 896,5 mil m³ de biodiesel que foram entregues pelas usinas durante o 1B de 2022 realmente não foram bastante para atender à demanda. Considerando as vendas de diesel do período, ficaram faltando cerca de 59,3 mil m³ de biodiesel puro para que o mercado fechasse as contas do B10.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com