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Mercado de diesel abre 2022 em alta

Vendas reportadas pelas distribuidoras completam seu 11º mês de crescimento contínuo

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Apesar das perspectivas menos vigorosas para a safra brasileira de grãos deste ano e das pressões geopolíticas sobre os preços do petróleo e derivados, o mercado de óleo diesel continua sem dar sinais de que esteja perdendo de vigor após o recorde do ano passado. Muito pelo contrário. De acordo com os dados definitivos publicados pela ANP, no mês de janeiro as distribuidoras venderam um total de 4,62 milhões de m³ do combustível.

Isso faz deste o segundo melhor começo de um ano para o segmento da história – atrás somente de janeiro de 2015 quando as vendas do derivado passaram dos 4,73 milhões de m³.

Em relação ao mesmo período do ano passado, a demanda avançou cerca de 2,1%.

Apesar das perspectivas menos vigorosas para a safra brasileira de grãos deste ano e das pressões geopolíticas sobre os preços do petróleo e derivados, o mercado de óleo diesel continua sem dar sinais de que esteja perdendo de vigor após o recorde do ano passado. Muito pelo contrário. De acordo com os dados definitivos publicados pela ANP, no mês de janeiro as distribuidoras venderam um total de 4,62 milhões de m³ do combustível.

Isso faz deste o segundo melhor começo de um ano para o segmento da história – atrás somente de janeiro de 2015 quando as vendas do derivado passaram dos 4,73 milhões de m³.

Em relação ao mesmo período do ano passado, a demanda avançou cerca de 2,1%.

Já são 11 meses seguidos de crescimento das vendas de óleo diesel. A última vez que tivemos um resultado negativo na comparação anual foi em fevereiro de 2021 quando o mercado apresentou uma contração de 1,6%.

Não disseminada

Há, no entanto, um detalhe importante em mais esse resultado positivo. Ele não foi disseminado pelo país inteiro. O crescimento nas vendas se deve ao desempenho nas regiões Centro-Oeste (18,1%), Norte (21,6%) e Sul (6,6%).

Os estados do Centro-Oeste em particular aumentaram a demanda em cerca de 106,3 milhares de m³ em relação ao ano passado.

Já no Nordeste (-10,1%) e no Sudeste (-4,8%) tivemos uma retração nas vendas de óleo diesel que, no total, se aproxima dos 166,1 mil m³.

Em queda

O segmento diesel tem sido uma das ilhas de prosperidade dentro do mercado de combustíveis do país. Ao passo que nele tivemos um recorde histórico no ano passado, o mercado como um todo ainda tenta se recuperar do golpe que sofreu em 2020 com a pandemia do novo coronavírus

Em 2021, as vendas de todos os outros energéticos acompanhados pela ANP fechou em 77,4 milhões de m³. Cerca de 6,6% abaixo dos níveis pré-pandêmicos de 2019 e ainda mais longe do recorde anual de 2015.

Essa dimensão se manteve na abertura do ano. Descontadas as vendas de diesel, o mercado movimentou 773,5 mil m³ a menos – queda de 11,6% – combustíveis em janeiro de 2022 do que em janeiro de 2021.

A pior performance foi – de longe – a do etanol hidratado cujas vendas caíram quase 41,1% indo para a marca de 1 milhão de m³. As vendas de GLP (-4,6%), óleo combustível (-45%) e querosene iluminante (-11,5%) também contribuíram para puxar o resultado para o vermelho.

Já os demais produtos tiveram elevação nas vendas. Com destaque para a gasolina que movimentou um total de 3,26 milhões de m³ – avanço de 2,6% ou 82,3 mil m³ a mais do que no mesmo período do ano anterior.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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