Fabricantes brasileiros colocaram um pouco menos que 489,5 mil m³ no mercado no mês passado
Embora continue sofrendo com o B10, a produção nacional de biodiesel apresentou alguma melhora em fevereiro. Segundo os novos dados que foram publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os produtores colocaram um total de 489,5 milhares de metros cúbicos no mercado ao longo do mês passado. O volume representa uma alta de 6,8% em relação à produção em janeiro.
Isso indica uma reaceleração na atividade dos fabricantes. Nos últimos cinco anos, o aumento médio na produção de biodiesel entre janeiro e fevereiro se resumiu a 0,5%.
Por mais bem-vindo que seja, este aumento está muito longe de compensar as perdas provocadas pela decisão do governo federal de cortar a mistura para 10%. No começo deste mês, o teor de biodiesel deveria ter subido para 14% seguindo o cronograma da Resolução 16/2018 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Embora continue sofrendo com o B10, a produção nacional de biodiesel apresentou alguma melhora em fevereiro. Segundo os novos dados que foram publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os produtores colocaram um total de 489,5 milhares de metros cúbicos no mercado ao longo do mês passado. O volume representa uma alta de 6,8% em relação à produção em janeiro.
Isso indica uma reaceleração na atividade dos fabricantes. Nos últimos cinco anos, o aumento médio na produção de biodiesel entre janeiro e fevereiro se resumiu a 0,5%.
Por mais bem-vindo que seja, este aumento está muito longe de compensar as perdas provocadas pela decisão do governo federal de cortar a mistura para 10%. No começo deste mês, o teor de biodiesel deveria ter subido para 14% seguindo o cronograma da Resolução 16/2018 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Em relação a fevereiro do ano passado – quando a mistura estava em B12 –, a produção caiu um pouco mais de 7,4%. Apesar disso, a produção atual supera a do mesmo período de 2020 quando o B11 estava em vigor.
O mercado de diesel tem ajudado o setor de biodiesel a reduzir suas perdas. Segundo dados preliminares, as distribuidoras movimentaram aproximadamente 4,91 milhões de m³ de óleo diesel B em fevereiro. Isso representa aumento de 10,7% sobre o ano anterior.
Saldo
Com base neste volume de óleo diesel, a demanda por biodiesel puro fica em 491,5 mil m³ deixando um saldo negativo de 2 mil m³.
Isso não desconta as vendas de diesel marítimo de fevereiro que ainda não foram publicadas pela ANP. Se apenas repetir a média dos últimos 12 meses – 87 mil m³ mensais – o saldo do mercado passa a ser positivo em aproximadamente 6,7 mil m³.
Desde o mês passado, a ANP não publica mais os dados de produção desagregados por fabricante e por unidade da federação. O único detalhamento agora é por região.
Segundo a assessoria de imprensa da ANP a redução na transparência dos dados do setor é um desdobramento – mais um – da mudança no sistema de comercialização do biodiesel. “As informações de produção e comercialização de biodiesel deixaram de fazer parte de um modelo regulatório e de política energética vinculado a leilões públicos e passaram a se conformar como informações de atividades empresariais de direito privado obtidas pela agência reguladora no exercício de suas atribuições legais, cuja divulgação pode representar vantagem competitiva a outros agentes econômicos, conforme Decreto nº 7.724/2012, art. 5º, parágrafo 2º.
Com base nesse novo formato, só é possível dizer que os estados da Região Sul lideraram a produção nacional com 232,7 mil m³. Isso é praticamente metade – 47,5% – do biodiesel nacional no período.
Diguldados de forma agregada, as regiões Centro-Oeste e Norte vêm em segundo lugar com 178,7 mil m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com