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Praticamente estável, produção das usinas renova máxima em junho

Volume de biodiesel reportado pelos fabricantes à ANP no mês passado foi 0,2% maior do que o recorde de maio

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Foi quase imperceptível. Mas, em junho, as usinas brasileiras renovaram o recorde de produção batido em maio depois de mais de dois anos de jejum. De acordo com dados divulgados na tarde de ontem (26) pela ANP, mais de 654,8 mil m³ de biodiesel foram colocados à disposição do mercado no mês passado.

O volume está meros 1,56 mil m³ – 0,2% – acima do que havia sido registrado um mês antes. Esse foi o quarto mês seguido em que a produção mensal das usinas apresenta crescimento.

Mesmo que o nível absoluto de produção esteja num platô, houve um avanço relativo quando a comparação é feita em bases anuais. Entre maio de 2023 e maio de 2022 o avanço havia sido de 21,8% – em linha com o aumento da mistura obrigatória de B10 para B12 determinado pelo CNPE em abril. Agora, o crescimento foi de quase 29%.

Ao menos uma parte desse novo ímpeto da indústria pode ser explicado pelo mercado de diesel. Embora os números de junho ainda sejam preliminares, as vendas de diesel foram aproximadamente 5,31 milhões de m³, o que representa um aumento de 3,3% sobre ao resultado de 2022.

Foi quase imperceptível. Mas, em junho, as usinas brasileiras renovaram o recorde de produção batido em maio depois de mais de dois anos de jejum. De acordo com dados divulgados na tarde de ontem (26) pela ANP, mais de 654,8 mil m³ de biodiesel foram colocados à disposição do mercado no mês passado.

O volume está meros 1,56 mil m³ – 0,2% – acima do que havia sido registrado um mês antes. Esse foi o quarto mês seguido em que a produção mensal das usinas apresenta crescimento.

Mesmo que o nível absoluto de produção esteja num platô, houve um avanço relativo quando a comparação é feita em bases anuais. Entre maio de 2023 e maio de 2022 o avanço havia sido de 21,8% – em linha com o aumento da mistura obrigatória de B10 para B12 determinado pelo CNPE em abril. Agora, o crescimento foi de quase 29%

Ao menos uma parte desse novo ímpeto da indústria pode ser explicado pelo mercado de diesel. Embora os números de junho ainda sejam preliminares, as vendas de diesel foram aproximadamente 5,31 milhões de m³, o que representa um aumento de 3,3% sobre ao resultado de 2022.

Se esse número for confirmado e a demanda de diesel marítimo – isento de biodiesel – ficar perto da média dos últimos 12 meses; a demanda deverá ficar em algum ponto entre 620 e 625 milhões de litros. Tudo indica, portanto, que teremos um saldo positivo entre a oferta e a demanda ajudando a repor estoques consumidos ao longo dos últimos meses.

De janeiro a maio, a demanda das distribuidoras superou a produção das usinas em quase 30,3 mil m³.

Somando a produção ao longo de todo o 1º semestre, já temos 3,34 milhões de m³ de biodiesel fabricados. O volume está perto de 12,8% acima do registrado na primeira metade de 2022. Estimativas do mercado apontam para um aumento de 17,5% na produção deste ano, chegando a 7,4 milhões de m³.

Mato Grosso acelera

Embora o mercado continue sendo liderado pelo Rio Grande do Sul, cuja produção de biodiesel em junho foi de 156,6 mil m³. Isso representa 23,9% do total fabricado no mês – em linha com o share médio que o estado vem apresentando nos 12 meses anteriores.

Nos últimos dois meses, no entanto, o Mato Grosso viu sua fatia de mercado aumentar para mais de 20% do total, algo que não acontecia desde novembro de 2021. Em junho, as usinas mato-grossenses fabricaram 138,8 mil m³ de biodiesel, o que representa uma fatia de 21,2% do total.

Isso fez com que o Centro-Oeste assumisse a liderança na produção de biodiesel, com 42% do total – ligeiramente acima da Região Sul. Um ano antes, o Sul era o líder inconteste do ranking com 42,2% de participação.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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