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Os maiores produtores de biodiesel do Brasil em 2018

Dados sobre a produção de biodiesel no ano passado mostram um setor menos concentrado e mais atraente

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O Braisl produziu em 2018 o maior volume de biodiesel de sua história. Essa marca foi atingida em razão do aumento da mistura de biodiesel no diesel para 10%. Essa demanda maior trouxe oportuniodade para as usinas aumentarem suas vendas e lutarem para ganahr uma fatia maior de um bolo bem maior que no ano anterior. 

Veja abaixo:

- Quem ganhou e quem perdeu com o aumento da mistura de biodiesel;

- As usinas que mais produziram biodiesel;

- A concentração do mercado entre as maiores empresas;

- Os estados com maior produção;

- A evolução entre 2017 e 2018.

Nessa segunda-feira (28) ficamos sabendo que o Brasil encerrou o ano passado com 5,35 bilhões de litros de biodiesel fabricados. Um recorde previsível considerando que, em março, tivemos um aumento de dois pontos percentuais na mistura obrigatória. Mas, além do crescimento, os números de produção também indicam que o mercado parece estar tentando sair da letargia em que estava.

Em 2018, por exemplo, 40 usinas declararam ter fabricado biodiesel pelo menos uma vez à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esse foi o maior número de atores ativos num único ano desde 2015.

 

O número de usinas ativas atingiu o auge em 2010, quando tivemos 54 unidades produtivas disputando um mercado que, na época, movimentou 2,4 bilhões de litros de biodiesel – menos da metade do volume atual. A quantidade caiu até chega a 36 em 2016 e vem se recuperando desde então inclusive com a volta de atores que pareciam ter desistido de vez do mercado. O caso mais simbólico é o da Camera que retomou a produção na unidade de Ijuí (RS).

Maiores

A maior fabricante de biodiesel do ano foi a ADM de Rondonópolis que declarou ter produzido 353,9 milhões de litros de biodiesel – 6,6% do total nacional. Embora repita a posição no ranking do ano anterior e apresente um crescimento de respeitáveis 12,7% no volume declarado, a usina mato-grossense perdeu participação do mercado. Em 2017, ela havia fabricado 7,3% do biodiesel nacional.

No geral, contudo, não houve mudanças radicais no topo do ranking do setor. A única alteração na lista dos cinco maiores produtores de biodiesel entre 2017 e 2018 foi a subida Oleoplan de Veranópolis para a segunda colocação o que empurrou a Potencial para o terceiro lugar.

Mesmo se olharmos para 10 maiores usinas, as novidades são relativamente raras indicando que o setor está bastante consolidado a apresenta relativamente poucas surpresas. A maior novidade que 2018 trouxe em relação a 2017 foi a queda da Caramuru de São Simão, que foi da 10ª posição no ranking para a 15ª. Isso abriu espaço para que a Olfar de Erechim ficasse entre as 10 primeiras.

Participação menos concentrada

Há, contudo, uma diferença importante, o páreo entre essas usinas ficou um pouco mais apertado. Em 2017, a diferença de market share entre a líder e a quinta colocada – ADM de Rondonópolis e Bianchini –, se aproximava de 1,8 ponto percentual. Agora, ela caiu para menos de 1,3 ponto.

As usinas no topo também perderam participação de mercado como um todo.

Em 2017, as cinco maiores usinas foram responsáveis pela produção de 33,1% de todo o biodiesel fabricado no país. Agora, essa fatia caiu para 30,6% com um agregado próximo a 1,64 bilhões de litros. Quem abocanhou esse pedaço do mercado foram as usinas menores – nesse grupo a participação aumentou de 28,2% para 31,2%.

Estados

Mais uma vez o Rio Grande do Sul foi maior produtor de biodiesel do Brasil, com 1,44 bilhão de litros. Esse biodiesel veio de oito unidades produtivas e representa um pouco mais de 27,1% do total nacional para o ano.

Ao contrário do que aconteceu com as usinas, no nível estadual a indústria de biodiesel ficou mais concentrada. Em 2017, a participação das empresas gaúchas havia ficado em cerca de 26,5%

Mato Grosso ficou em segundo lugar com 1,13 bilhão de litros representando 21,3% da produção – praticamente o mesmo percentual de um ano antes.

A maior mudança aconteceu em Goiás que perdeu 2,4 pontos percentuais de participação do mercado indo de 16,7% em 2017 para 14,2% no ano passado com 757,7 milhões de litros. Boa parte desse mercado foi para o Tocantins cuja produção foi de virtualmente zero – 561 m³ – para 85,1 milhões de litros agora.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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