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Mercado de diesel tem melhor 1º semestre da história

Segundo a ANP vendas do derivado na primeira metade deste ano beiraram os 31,2 milhões de m³

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Apesar de um começo meio lento, este está sendo um bom ano para o mercado de óleo diesel. Segundo dados reportados pelas distribuidoras à ANP, em junho foram vendidos mais 5,45 milhões de m³ o que representa mais uma alta forte de 6,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Com isso o total de produto movimentado ao longo do 1º semestre (1S) atingiu a marca dos 31,2 milhões de m³ o que configura um novo recorde para o período.

No apurado geral, foram vendidos 696,5 mil m³ – cerca de 2,3% – a mais do que na primeira metade do ano passado. Isso coloca o ano de 2023 na rota de um recorde anual. Em nenhum dos 24 anos do histórico mantido pela ANP, as vendas de diesel do 2S foram menores do que no 1S. Em média, temos um crescimento de 9,4% da 1ª para a 2ª metade do ano o que permite estimar que teremos mais 34,1 milhões de m³ de diesel pela frente o que colocaria o total do ano em 65,3 milhões de m³.

Seria uma expansão de 3,3% sobre o resultado do ano passado.

Virada

Os números finais do 1S são um marco de virada para um ano que não começou lá muito bem. No primeiro bimestre, o mercado teve um desempenho negativo com um recuo de 2,3% nas vendas.

Apesar de um começo meio lento, este está sendo um bom ano para o mercado de óleo diesel. Segundo dados reportados pelas distribuidoras à ANP, em junho foram vendidos mais 5,45 milhões de m³ o que representa mais uma alta forte de 6,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Com isso o total de produto movimentado ao longo do 1º semestre (1S) atingiu a marca dos 31,2 milhões de m³ o que configura um novo recorde para o período.

No apurado geral, foram vendidos 696,5 mil m³ – cerca de 2,3% – a mais do que na primeira metade do ano passado. Isso coloca o ano de 2023 na rota de um recorde anual. Em nenhum dos 24 anos do histórico mantido pela ANP, as vendas de diesel do 2S foram menores do que no 1S. Em média, temos um crescimento de 9,4% da 1ª para a 2ª metade do ano o que permite estimar que teremos mais 34,1 milhões de m³ de diesel pela frente o que colocaria o total do ano em 65,3 milhões de m³.

Seria uma expansão de 3,3% sobre o resultado do ano passado.

Virada

Os números finais do 1S são um marco de virada para um ano que não começou lá muito bem. No primeiro bimestre, o mercado teve um desempenho negativo com um recuo de 2,3% nas vendas.

A virada viria em março que teve uma expansão de 7,1% sobre março de 2022 – a melhor comparação mês a mês até agora. Em maio e junho tivemos outros dois avanços significativos.

Apesar dos números positivos, o diesel ainda está consideravelmente atrás de outros segmentos do mercado. Os combustíveis do ciclo otto – gasolina e etanol hidratado –, por exemplo, tiveram aumento de 9,4% nas vendas do 1S enquanto os demais produtos que têm acompanhamento da ANP avançaram 4,5%.

Isso fez com que o diesel perdesse participação indo para 43,3% do mercado total.

Nordeste lidera expansão

Ao menos no mês de junho, os estados do Nordeste lideraram a expansão nas vendas de diesel com um crescimento de sólidos 10,4% sobre o mesmo período do ano anterior. No total, o Nordeste demandou 835,8 mil m³ de diesel – 78,8 mil m³ a mais do que um ano antes.

O mesmo – embora em escala um tanto menor – acontece se pegarmos os números do semestre como um todo. Nesse caso, a demanda nordestina avança 4,8% com crescimento de 218,9 mil m³ em relação ao 1S de 2022.

De todas as 5 regiões brasileiras, apenas o Norte registrou contração na demanda por diesel no 1S. Lá houve queda de 5% nas vendas representando 168,3 mil m³ a menos para as distribuidoras.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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