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Extensão do B10 diminui meta de contratação de biodiesel em 300 mil m³

As novas metas de contração de biodiesel válidas para o 1º bimestre de 2023 foram divulgadas pela ANP

BiodieselBR.com 3 min de leitura

A prorrogação do B10 aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) na semana passada, vai fazer com que pelo menos 299,5 mil m³ de biodiesel deixem de ser produzidos. E isso apenas no primeiro bimestre (1B) de 2023.

Essa é a diferença no volume das metas de contratação estipuladas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para as distribuidoras antes e depois da alteração da mistura.

Segundo as planilhas que a ANP havia divulgado ainda no começo de novembro, as distribuidoras teriam que comprar um pouco mais de 1.048,3 mil m³ de biodiesel no 1B quando a expectativa era que a mistura obrigatória fosse normalizada para B14 na virada do ano. Os novos números que foram divulgados pela ANP na noite dessa última sexta-feira (25) apontam para uma demanda 748,8 mil m³ – redução de 28,6%.

A prorrogação do B10 aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) na semana passada, vai fazer com que pelo menos 299,5 mil m³ de biodiesel deixem de ser produzidos. E isso apenas no primeiro bimestre (1B) de 2023.

Essa é a diferença no volume das metas de contratação estipuladas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para as distribuidoras antes e depois da alteração da mistura.

Segundo as planilhas que a ANP havia divulgado ainda no começo de novembro, as distribuidoras teriam que comprar um pouco mais de 1.048,3 mil m³ de biodiesel no 1B quando a expectativa era que a mistura obrigatória fosse normalizada para B14 na virada do ano. Os novos números que foram divulgados pela ANP na noite dessa última sexta-feira (25) apontam para uma demanda 748,8 mil m³ – redução de 28,6%.

Ainda maior

Mas essa não é toda a história. Grosso modo, as metas de contratação correspondem a aproximadamente 80% do mercado de biodiesel.

Usando os números da ANP, é possível calcular que a demanda esperada para o 1B foi 1.310,4 para 935 mil m³ de biodiesel. Quando estimado o mercado como um todo, o impacto sobe para quase 374,5 mil m³.

Se a decisão do CNPE não for revertida pelo próximo governo, o B10 será mantido até o final de março. Com isso, as metas de contratação para o 2B também teriam que ser revistas.

Documentos publicados pela ANP – posteriormente tirados do ar – fixavam as metas das distribuidoras em 1.229,7 mil m³.

Mas isso era quando a mistura esperada para todo o bimestre seria de 15%. Caso o B10 seja mantido em março e com o B15 entrando em abril, a meta teria que ser cortada em aproximadamente 205 mil m³ indo para 1.024,7 mil m³ de biodiesel.

Há expectativa dentro do setor de biodiesel que o governo Lula reverta a decisão do CNPE. Em mais de uma ocasião, membros do governo de transição já sinalizaram nesse sentido, embora sem se comprometerem explicitamente com um patamar de mistura ou um novo cronograma.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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