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Distribuidoras movimentaram mais de 6 milhões de m³ de diesel em julho

Este foi o segundo maior volume mensal da história, perdendo apenas para agosto do ano passado

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O mercado nacional de óleo diesel está indo muito bem, obrigado! As distribuidoras reportaram à ANP terem movimentado pouco mais de 6,05 milhões de m³ do derivado ao longo do mês de julho, o que faz deste o segundo melhor mês da história, perdendo apenas para agosto de 2023, quando a demanda nacional bateu em 6,21 milhões de m³.

Na comparação anual, o novo número mostra um crescimento de 5,9% em relação ao resultado que havia sido apurado em julho de 2023.

Isso confirma que o mercado de combustíveis segue se recuperando muito bem do baque deixado pela inundação que atingiu o Rio Grande do Sul em maio passado. O estado, que nos últimos cinco anos tem sido o quarto maior mercado de diesel do país, viu sua demanda se expandir em 51,6 mil m³ na comparação entre julho de 2024 e julho de 2023, mais do que compensando o encolhimento de 41,3 mil m³ visto em maio.

O mercado nacional de óleo diesel está indo muito bem, obrigado! As distribuidoras reportaram à ANP terem movimentado pouco mais de 6,05 milhões de m³ do derivado ao longo do mês de julho, o que faz deste o segundo melhor mês da história, perdendo apenas para agosto de 2023, quando a demanda nacional bateu em 6,21 milhões de m³.

Na comparação anual, o novo número mostra um crescimento de 5,9% em relação ao resultado que havia sido apurado em julho de 2023.

Isso confirma que o mercado de combustíveis segue se recuperando muito bem do baque deixado pela inundação que atingiu o Rio Grande do Sul em maio passado. O estado, que nos últimos cinco anos tem sido o quarto maior mercado de diesel do país, viu sua demanda se expandir em 51,6 mil m³ na comparação entre julho de 2024 e julho de 2023, mais do que compensando o encolhimento de 41,3 mil m³ visto em maio.

Do começo do ano até agora, os gaúchos já demandaram perto de 2,29 milhões de m³ de diesel, abrindo 2,8% de vantagem sobre o mesmo período do ano passado, o que garante ao RS a quinta posição no ranking nacional.

Apesar da retomada no RS, o crescimento na demanda foi puxado pelo Sudeste, onde o consumo de diesel cresceu expressivos 140 mil m³ – 6,2% – na comparação anual. Já o Nordeste teve o maior crescimento proporcional, com uma alta de 9,1%.

O Centro-Oeste foi a única região que decepcionou, apresentando retração de 1% nas vendas.

Falta (provável) de biodiesel

O valor final divulgado pela ANP praticamente confirma o número preliminar que havia sido divulgado nos painéis dinâmicos da agência. Descontados os mais de 119,2 mil m³ de diesel marítimo vendidos no período, a demanda doméstica por biodiesel fica em 831,1 mil m³.

Em que pese a muito provável ausência dos números de produção da Cargill no mês de julho, a confirmação da demanda reforça a percepção de que tivemos mais um grande déficit entre a produção de biodiesel e o consumo.

Incorporados os novos números, o mercado está 87,9 mil m³ no vermelho. Dificilmente a Cargill poderá cobrir toda essa diferença. As quatro usinas do grupo vêm entregando um total de 58 mil m³ de biodiesel por mês ao longo deste ano.

Anual

De janeiro a julho, as distribuidoras já comercializaram 38,5 milhões de m³, o que representa 4,5% de expansão sobre o mesmo período do ano passado.

Nos últimos cinco anos – 2019 a 2023 –, aproximadamente 56,5% da demanda anual total se concentrou ao longo dos sete primeiros meses do ano. Caso não se afaste desse percentual, 2024 deverá movimentar mais de 68,2 milhões de m³ de diesel, confirmando mais um recorde anual para o segmento.

E o óleo diesel não é o único combustível que está indo bem este ano. As vendas dos combustíveis do Ciclo Otto – etanol e gasolina – tiveram uma expansão de 6,5% de janeiro a julho, enquanto os demais produtos acompanhados pela ANP variaram positivamente 2,5%.

No total, as distribuidoras já movimentaram um pouco menos que 88,9 milhões de m³ de derivados de petróleo e biocombustíveis ao longo de 2024, superando o desempenho de 2023 em mais de 5%.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
 

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