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Depois do recorde em setembro, importação de diesel recua 27%

Ministério da Economia contabilizou a entrada de 1,43 milhão de metros cúbicos do derivado no mercado nacional ao longo de outubro

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Depois de baterem o recorde histórico de importações de diesel em setembro, os importadores brasileiros tiraram – um pouco – o pé do acelerador em outubro. Segundo dados do Ministério da Economia, ao longo do mês passado entraram no país um pouco mais de 1,43 milhão de metros cúbicos do derivado do petróleo mais consumido pelos brasileiros.

Embora este certamente não seja um volume pequeno, de um mês para o outro houve um recuo de quase 27% nas importações. Cerca de 21,3% se a comparação for feita em relação ao mesmo período de 2021. É uma queda significativa. Ainda assim, o resultado mais recente coloca outubro de 2022 na terceira posição quando comparado apenas os meses de outubro. Atrás de 2021, quando as importações bateram em 1,82 milhão de m³, e de 2019, quando 1,55 milhão de m³ entraram no país.

Os Estados Unidos foi o maior fornecedor para o mercado brasileiro. As refinarias norte-americanas foram as responsáveis por 827,9 mil m³ – 57,6% – das importações do período.

Depois de baterem o recorde histórico de importações de diesel em setembro, os importadores brasileiros tiraram – um pouco – o pé do acelerador em outubro. Segundo dados do Ministério da Economia, ao longo do mês passado entraram no país um pouco mais de 1,43 milhão de metros cúbicos do derivado do petróleo mais consumido pelos brasileiros.

Embora este certamente não seja um volume pequeno, de um mês para o outro houve um recuo de quase 27% nas importações. Cerca de 21,3% se a comparação for feita em relação ao mesmo período de 2021. É uma queda significativa. Ainda assim, o resultado mais recente coloca outubro de 2022 na terceira posição quando comparado apenas os meses de outubro. Atrás de 2021, quando as importações bateram em 1,82 milhão de m³, e de 2019, quando 1,55 milhão de m³ entraram no país.

Os Estados Unidos foi o maior fornecedor para o mercado brasileiro. As refinarias norte-americanas foram as responsáveis por 827,9 mil m³ – 57,6% – das importações do período.

Do começo do ano até agora, as importações nacionais de óleo diesel já bateram na marca de 13,5 milhões de m³. Estamos a apenas 670,5 mil m³ de igualar o recorde do ano passado.

Alto Custo

E isso num ano onde as importações de diesel pesaram como nunca no bolso dos brasileiros. Até agora, o país desembolsou mais de US$ 12 bilhões para manter seu mercado de diesel abastecido – só em outubro a conta subiu mais US$ 1,30 bilhão.

O principal motivo foi a desorganização geral do mercado energético mundial causado pela Guerra Russo-Ucraniana. Deflagrada no final de fevereiro, o conflito militar envolvendo o terceiro maior produtor de petróleo do mundo fez com que os preços dos derivados disparassem.

Em junho, cada m³ de diesel importado pelo Brasil chegou a custar, em média, US$ 1.067,72 – maior valor mensal em mais de 15 anos. Desde então, os preços em dólares reverteram a tendência de alta. Em outubro, o valor médio do energético importado ficou em US$ 906,97; queda de 15% em relação à máxima.

Ainda assim, os valores continuam bem acima dos patamares anteriores à guerra na Europa.

Represamento

As importações de diesel se mantiveram ativas em outubro, apesar do Petrobras ter segurado os preços nas refinarias durante a campanha eleitoral fazendo com que os valores no mercado interno descolassem do preço de paridade de importação (PPI).

Pelas contas da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o valor que a petroleira nacional cobra pelo diesel que fabrica tem se mantido abaixo da paridade desde o final de setembro.

No final de outubro, a distância média entre o produto nacional e o importado chegou a bater em 25%.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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