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Com preços favoráveis, importadores de diesel tiveram seu melhor mês em 2024

Preços domésticos do derivado estão acima do valor de referência internacional desde o último dia 05

BiodieselBR.com 5 min de leitura

Em setembro, os ventos sopraram a favor dos importadores de óleo diesel. Durante a maior parte do mês passado, o valor cobrado pelo derivado nas refinarias da Petrobras esteve acima dos Preços de Paridade de Importação (PPI) calculados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Ambos os preços já vinham se aproximando desde o começo de julho, mas foi só no último dia 05 que as linhas se inverteram, e o combustível importado passou a custar menos do que o nacional.

A última vez em que algo assim aconteceu foi em dezembro passado. Na ocasião, no entanto, não houve a consistência de agora. O custo do produto importado variou ao longo do preço interno, alternando momentos favoráveis e outros nos quais estava mais caro.

Dessa vez, o produto importado permaneceu mais barato e foi abrindo vantagem. No último dia de setembro, o diesel nacional estava 5,7% acima da paridade, o que representa cerca de R$ 188,48 a mais para cada m³. Na média do mês como um todo, a vantagem do importado foi de apenas 2%.

Melhor do ano

Os importadores aproveitaram essa vantagem para pisar no acelerador e trouxeram o maior volume de diesel do ano, com um pouco mais de 1,57 milhão de m³ chegando aos portos do país.

Em setembro, os ventos sopraram a favor dos importadores de óleo diesel. Durante a maior parte do mês passado, o valor cobrado pelo derivado nas refinarias da Petrobras esteve acima dos Preços de Paridade de Importação (PPI) calculados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Ambos os preços já vinham se aproximando desde o começo de julho, mas foi só no último dia 05 que as linhas se inverteram, e o combustível importado passou a custar menos do que o nacional.

A última vez em que algo assim aconteceu foi em dezembro passado. Na ocasião, no entanto, não houve a consistência de agora. O custo do produto importado variou ao longo do preço interno, alternando momentos favoráveis e outros nos quais estava mais caro.

Dessa vez, o produto importado permaneceu mais barato e foi abrindo vantagem. No último dia de setembro, o diesel nacional estava 5,7% acima da paridade, o que representa cerca de R$ 188,48 a mais para cada m³. Na média do mês como um todo, a vantagem do importado foi de apenas 2%.

Melhor do ano

Os importadores aproveitaram essa vantagem para pisar no acelerador e trouxeram o maior volume de diesel do ano, com um pouco mais de 1,57 milhão de m³ chegando aos portos do país.

A vantagem de setembro, contudo, não foi assim tão grande. No mês de junho, mais de 1,49 milhão de m³ entraram no país. Não por acaso, foi entre maio e o começo de junho que os preços internos estiveram mais próximos da paridade antes deste momento.

Também não é preciso ir muito longe para encontrar um volume maior que o atual. Em dezembro passado, a quantidade de diesel importada beirou 1,85 milhão de m³. Outra vez, essa alta vem na esteira de um período no qual os preços do importado estiveram ajustados – ou até apresentaram vantagem – em relação aos domésticos.

Custo

Complementar a oferta de diesel para o mercado brasileiro por meio de importações custou, no mês passado, US$ 876,2 milhões. Também nesse caso temos o maior custo do ano, por uma margem relativamente pequena. Convertido, esse montante equivale a mais de R$ 4,85 bilhões.

O custo em dólares para trazer diesel de fora tem caído de forma consistente desde outubro do ano passado, quando o m³ do combustível importado estava cotado em US$ 790,77. Em setembro, o valor médio foi de US$ 558,00 por m³.

Esse foi o menor valor médio pago desde meados do ano passado, quando os compradores brasileiros pagaram US$ 546,08 por cada m³ de diesel.

Rússia menor

Embora tenha mantido sua posição de liderança, a vantagem da Rússia frente a outros fornecedores de diesel para o mercado brasileiro ficou mais estreita. O país teve uma fatia de 53,2% do volume importado em setembro, o que resultou em 835,9 mil m³. O percentual está bem abaixo dos 68,5% que as refinarias russas tiveram do mercado de importação brasileiro ao longo dos últimos 12 meses.

Com 22,5%, os Estados Unidos voltaram a ganhar musculatura. Além disso, o Kuweit (14,5%) e a Índia (9,7%) voltaram a ter fatias relevantes do mercado.

A redução da liderança da Rússia está ligada à diminuição dos descontos que o país tem dado para conseguir colocar seu diesel em mercados alternativos desde que a União Europeia passou a boicotar os produtos russos como retaliação à invasão da Ucrânia.

Em setembro, o diesel russo custou, em média, US$ 555,09 por m³. Apenas 1,1% mais barato do que a média dos demais competidores e apenas 0,4% menos do que o diesel norte-americano. No ano passado – quando a Rússia passou a ganhar proeminência nas importações brasileiras – o desconto médio foi de 13,6%. No acumulado deste ano, a diferença caiu para 5,8%.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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