Importações do derivado tem se mantido em patamar elevado mesmo após mudança da política de preços da Petrobras
De janeiro até setembro mais de 10,2 milhões de m³ de óleo diesel entraram no país de acordo com as contas mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Deste total, 1,11 milhão de m³ chegaram durante mês passado pelos quais o país precisou pagar um pouco menos que US$ 1,8 bilhão.
Em relação ao ano passado, a queda nas importações foi bastante pronunciada. São 43,2% menos diesel na comparação entre o mês passado e setembro de 2022; e mais de 15,6% de contração para a parcial do ano.
Vale lembrar, no entanto, que em 2022 os importadores de diesel tiveram o melhor ano em toda sua história. Se a comparação for além do horizonte de um ano, os números de 2023 são até robustos estando basicamente empatados – crescimento de 0,7% – em relação aos dos primeiros 9 meses de 2021 e maiores que os de todos os demais anos no histórico do ministério.
De janeiro até setembro mais de 10,2 milhões de m³ de óleo diesel entraram no país de acordo com as contas mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Deste total, 1,11 milhão de m³ chegaram durante mês passado pelos quais o país precisou pagar um pouco menos que US$ 1,8 bilhão.
Em relação ao ano passado, a queda nas importações foi bastante pronunciada. São 43,2% menos diesel na comparação entre o mês passado e setembro de 2022; e mais de 15,6% de contração para a parcial do ano.
Vale lembrar, no entanto, que em 2022 os importadores de diesel tiveram o melhor ano em toda sua história. Se a comparação for além do horizonte de um ano, os números de 2023 são até robustos estando basicamente empatados – crescimento de 0,7% – em relação aos dos primeiros 9 meses de 2021 e maiores que os de todos os demais anos no histórico do ministério.
Impacto limitado
Apesar dos receios, a mudança na política de preços aprovada em maio pela direção da Petrobras teve impacto bastante limitado sobre os volumes de diesel importados. A imprensa nacional chegou a circular reportagens falando sobre um risco ao abastecimento.
Mas não é bem isso que os números de importação parecem mostrar.
Nos quatro meses desde que o Preço de Paridade de Importação (PPI) deixou de ser a principal referência para a Petrobras, uma média de 1,13 milhão de m³ de óleo diesel chegou aos portos brasileiros a cada mês; meros 0,9% abaixo da média registrada nos primeiros cinco meses do ano.
Isso mesmo com os preços domésticos se mantendo em níveis consideravelmente inferiores aos de paridade. Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) que forma compilados por BiodieselBR.com indicam que, na média de setembro, o diesel vendido pela Petrobras custou 15,7% menos do que a cotação de referência.
Desvio em relação à média
Embora seja pequeno, esse desvio acontece num momento em que as importações brasileiras costumam crescer.
Nos últimos cinco anos – de 2018 a 2022 – os volumes recebidos no segundo semestre foram, em média, 17,2% maiores do que na primeira metade do ano. Para acompanhar a tendência, as importações mensais deveriam estar na faixa dos 1,58 milhão de m³.
Contudo, vale destacar que, no primeiro semestre do ano, as importações estiveram consideravelmente – cerca de 10,7% – acima das médias.
Fator Rússia
Um dos motivos dessa aparente resiliência das importações frente ao fim do PPI pode estar na Rússia. Fora do mercado europeu por conta das sanções sofridas em retaliação à invasão da Ucrânia, as petroleiras russas passaram a buscar outros destinos para seus produtos.
Isso fez com que as exportações de diesel russo para o Brasil – que até no passado eram virtualmente inexistentes – explodissem. Em abril, a Rússia tomou dos Estados Unidos a liderança entre os fornecedores de diesel para o país e não saiu mais do topo do pódio.
Em setembro, o Brasil recebeu 767,1 milhares de m³ de diesel russo – 68,7% do total importado no mês – enquanto os Estados Unidos contribuíram com menos de 80,8 mil m³. É o menor volume mensal vendido por petroleiras norte-americanas para Brasil em 9 anos.
Para abocanhar uma fatia maior do mercado brasileiro, a Rússia tem dado descontos substanciais sobre o preço de seu diesel. Na média geral, o Brasil pagou US$ 741,98 por cada m³ de combustível importado. Já o diesel russo chegou ao país custando US$ 718,70 – deságio de 3,1%.
Excluindo as importações russas, o preço médio do diesel vendido ao Brasil sobe para US$ 793,06 o que puxa o deságio para 9,4%. Apesar de ser uma diferença importante esse é o menor desconto em relação ao preço dos concorrentes desde que as vendas da Rússia para o Brasil engrenaram em fevereiro passado.
Apenas um mês antes, o desconto chegava a 18%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com