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Brasil fabricou 408,6 mil m³ de biodiesel a menos no 1S

Corte na mistura obrigatória levou a queda de 12,1% na atividade das usinas na primeira metade do ano

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Está mesmo sendo um ano sofrível para a indústria brasileira de biodiesel. Segundo os dados mais recentes divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção reportada pelas usinas no mês de junho ficou em 508,6 mil m³. Este volume está cerca de 3,6% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, mantendo inalterada a série de resultados negativos que o setor vem apresentando ao longo de todo o primeiro semestre.

O que torna o número mais desanimador, vem do fato de que a comparação não é mais entre meses de misturas diferentes.

Até abril, as comparações eram feitas entre meses de B12 ou B13 (2021) com meses de B10 (2022) o que fornecia uma justificava para a queda. Desde maio, no entanto, essa variável está equalizada. O mercado de diesel, no entanto, está se saindo razoavelmente bem. Segundo dados do painel dinâmico do mercado de combustíveis da ANP, as vendas de diesel no 1º semestre (1S) cresceram 2,7% somando 30,5 milhões de m³. Esse é um fator que deveria puxar a atividade das usinas para cima.

Está mesmo sendo um ano sofrível para a indústria brasileira de biodiesel. Segundo os dados mais recentes divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção reportada pelas usinas no mês de junho ficou em 508,6 mil m³. Este volume está cerca de 3,6% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, mantendo inalterada a série de resultados negativos que o setor vem apresentando ao longo de todo o primeiro semestre.

O que torna o número mais desanimador, vem do fato de que a comparação não é mais entre meses de misturas diferentes.

Até abril, as comparações eram feitas entre meses de B12 ou B13 (2021) com meses de B10 (2022) o que fornecia uma justificava para a queda. Desde maio, no entanto, essa variável está equalizada. O mercado de diesel, no entanto, está se saindo razoavelmente bem. Segundo dados do painel dinâmico do mercado de combustíveis da ANP, as vendas de diesel no 1º semestre (1S) cresceram 2,7% somando 30,5 milhões de m³. Esse é um fator que deveria puxar a atividade das usinas para cima.

Não foi o que aconteceu nem em maio e nem em junho.

12% de queda

No agregado da primeira metade do ano, a produção de biodiesel somou 2,97 milhões de m³. Esse volume é 408,6 mil m³ – cerca de 12,1% – menor do que no 1S21.

A produção de biodiesel no período ficou praticamente estável – alta menor que 0,5% – sobre os 2,95 milhões de m³ reportados no 1S20.

Considerando o tamanho do parque industrial instalado no país até o final de junho, o volume de biodiesel fabricado foi suficiente para garantir nível de ocupação um pouco maior que 46,2%.

Disparidades

Nem todo o setor sofreu igualmente.

A queda na produção foi mais sentida entre as usinas do Centro-Oeste (-19,1%) e do Sul (-14,1%). Já no Nordeste houve uma expansão bastante substancial na produção de biodiesel que totalizou 292,2 milhares de m³ – avanço de aproximadamente 28,1% sobre o ano anterior – foram 64 ml m³ a mais do que em 2021.

Embora negativa, a produção de biodiesel no Sudeste ficou razoavelmente estável. Foram 224,7 mil m³ entre janeiro e junho, cerca de 1,8% menos do que no mesmo período de 2021.

Individualmente, os maiores recuos aconteceram justamente nos dois principais mercados produtores de biodiesel do Brasil – Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Em cada um deles a produção ao longo do 1S22 caiu 200 mil m³ em relação ao ano passado.

As usinas gaúchas colocaram 737,6 mil m³ no mercado enquanto as mato-grossenses ficaram com 502,5 mil m³.

Quem ganhou mercado – e bastante – foi Santa Catarina cuja produção cresceu 131% atingindo a marca de 142,4 mil m³. Embora a ANP não publique mais os dados de produção por usina, presumivelmente o aumento da produção catarinense se deve à inauguração da usina da JBS em Mafra que acrescentou 369 mil m³ em capacidade produtiva ao mercado local a partir do final do ano passado.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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