Unidade pertencente à Camera Agroalimentos é a 13ª usina de biodiesel certificada pela ANP
Mais uma usina de biodiesel foi autorizada pela ANP a participar do mercado de créditos de descarbonização (CBios). A Camera Agroalimentos teve sua nota de eficiente energético ambiental (NEEA) aprovada nesta terça-feira (05) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Isso autoriza a empresa a contratar um escriturador para começar acumular certificados referentes ao biocombustível que produzir.
Esta será a 13ª unidade de biodiesel admitida oficialmente no mercado de descarbonização criado pela Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio). Até o momento, 149 fabricantes de biocombustíveis receberam sinal verde da ANP: além das plantas de biodiesel, a lista inclui 135 usinas de etanol e uma de biometano.
Mais uma usina de biodiesel foi autorizada pela ANP a participar do mercado de créditos de descarbonização (CBios). A Camera Agroalimentos teve sua nota de eficiente energético ambiental (NEEA) aprovada nesta terça-feira (05) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Isso autoriza a empresa a contratar um escriturador para começar acumular certificados referentes ao biocombustível que produzir.
Esta será a 13ª unidade de biodiesel admitida oficialmente no mercado de descarbonização criado pela Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio). Até o momento, 149 fabricantes de biocombustíveis receberam sinal verde da ANP: além das plantas de biodiesel, a lista inclui 135 usinas de etanol e uma de biometano.
Apenas o setor de biodiesel já reúne uma capacidade de oferta anual de CBios pouco menor de 3,69 milhões de títulos. Cada um deles representa uma tonelada de gás carbônico cuja emissão tenha sido evitada pela troca de combustíveis de origem fóssil por opções renováveis.
Somando a capacidade de redução de emissões das outras fontes admitidas, o Renovabio já pode contar com praticamente 70,9 milhões de CBios ao ano. Esse, no entanto, é o teto calculado com base nos números de todas as usinas que já foram certificadas pela ANP. Na prática, a emissão será bem inferior.
Camera
No caso da Camera, a certificação da ANP permitiria à empresa emitir até 142,6 mil CBios por ano. Mas isso caso a usina da empresa de Ijuí (RS) fabricasse todos os 234 milhões de litros a que tem direito em suas autorizações. Com os 114,7 milhões de litros que fabricou em 2019, a Camera poderia gerar um pouco menos de 70 mil CBios.
Os números finais da empresa são menores do que os que constavam da documentação que foi submetida à consulta pública no começo de janeiro. Se o relatório tivesse sido aprovado com estava, a Camera poderia emitir até 213,9 mil CBios por ano.
A maior mudança foi na fração do biodiesel que poderá ser considerada para a emissão de CBios. A empresa pleiteava 62,2% de elegibilidade, mas conseguiu apenas 40,3%. Os fabricantes de biodiesel que produzem a partir de soja têm mais dificuldade na hora de comprovar que suas matérias-primas atendem às exigências legais do Renovabio. A NEEA, contudo, ficou um pouco melhor. O número subiu de 44,3 para 45,6 gCO2eq/MJ.
Embora os CBios ainda não tenham um valor de mercado definido, o Ministério de Minas e Energia (MME) espera que cada título seja negociado por volta de US$ 10. Pelo câmbio de hoje (R$ 5,86), isso permitiria que a Camera faturasse até R$ 8,29 milhões com a venda dos CBios a que tem direito.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com