Quem comprou e para onde vão os 8 mil m³ de biodiesel do leilão autorizativo
Segundo fontes ligadas ao processo de negociação, projeto de B20 da prefeitura carioca vai absorver cerca de 99,5% do volume arrematado.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Em meio ao desapontamento do L59, as vendas para o mercado autorizativo foram uma grata surpresa. Com 8,2 milhões de litros de biodiesel negociados – maior volume já vendido –, esse mercado parece estar querendo finalmente engrenar de uma vez por todas.
Em meio ao desapontamento do L59, as vendas para o mercado autorizativo foram uma grata surpresa. Com 8,2 milhões de litros de biodiesel negociados – maior volume já vendido –, esse mercado parece estar querendo finalmente engrenar de uma vez por todas.
Até hoje, os leilões para o mercado autorizativo têm tido pouquíssimo peso para o mercado de biodiesel. Antes do L59, apenas dois – o L49 e o L53 – tinham conseguido ultrapassar a marca de um milhão de litros vendidos. Além do baixo volume, as vendas têm sido irregulares.
Irregular
Salvo por um projeto de B20 lançado em Brasília que vem consumindo 45 m³ por bimestre, todas as outras vendas para o mercado autorizativo foram pontuais. Falta a constância necessária para que o autorizativo pudesse ser uma opção interessante para usinas e distribuidoras.
Isso pode ter mudado em janeiro passado quando a Prefeitura do Rio de Janeiro publicou um decreto determinando que o sistema de transportes públicos carioca passe a rodar abastecido com B20 a partir de março.
Compradores
Dados obtidos por BiodieselBR mostram que o biodiesel foi comprado por apenas três distribuidoras: BR, Raízen e Ipiranga [veja tabela].
As maiores compradoras foram – de longe – da Ipiranga e Raízen. Elas arremataram, respectivamente, 4.485 e 3,250 m³ o que equivale a cerca de 94,6% do total. Batendo esses números com o das vendas das usinas na Etapa 5A, a conclusão é que esse biodiesel foi fornecido pela Olfar de Erechim que vendeu exatos 7.735 m³ no processo.
BiodieselBR.com apurou junto a fontes próximas ao setor de distribuição que confirmaram que o Rio de Janeiro é mesmo o destino desses volumes.
É o suficiente para garantir o consumo de quase 77,3 milhões de litros de B20. Isso porque o biodiesel comprado é adicionado ao B10 obrigatório em todo o país.
Além do lote destinado ao Rio de Janeiro, a Raízen também adquiriu 45 m³ da Granol de Anápolis. Esse é um volume vem sendo adquirido de forma recorrente que tem Brasília como destino.
A última aquisição foi feita pela BR que arrematou 400 m³ de biodiesel da Bianchini. O Rio de Janeiro também foi apontado como destino provável desse último item.