Apesar das perdas milionárias, prejuízo anual da estatal com seus negócios na área de biodiesel e etanol foi o menor desde 2011
Continua ruim, mas ficou menos ruim. Esse é um resumo fidedigno do ano passado para os negócios da Petrobras no ramo de biocombustíveis. Segundo os relatórios financeiros que foram divulgados pela petroleira nessa última quinta-feira (15), a área acumulou prejuízos de R$ 148 milhões ao longo de 2017. Apesar de negativo, o resultado atual pode até ser visto como tranquilizador – em 2016 as perdas superaram a parca de R$ 1 bilhão.
Continua ruim, mas ficou menos ruim. Esse é um resumo fidedigno do ano passado para os negócios da Petrobras no ramo de biocombustíveis. Segundo os relatórios financeiros que foram divulgados pela petroleira nessa última quinta-feira (15), a área acumulou prejuízos de R$ 148 milhões ao longo de 2017. Apesar de negativo, o resultado atual pode até ser visto como tranquilizador – em 2016 as perdas superaram a parca de R$ 1 bilhão.
Na verdade, o desempenho da Petrobras no segmento de biocombustíveis tem sido tão sofrível que 2017 foi o melhor ano para a empresa desde 2010 quando as contas ficaram R$ 91 milhões no vermelho. No total, de 2010 até hoje, os biocombustíveis já custaram à estatal cerca de R$ 3,19 bilhões.
Boa parte das perdas registradas no ano passado se concentraram na primeira metade de ano. Foram R$ 90 milhões de janeiro e junho. No restante do ano, os prejuízos se restringiram a 58 milhões.
Esse é outro número – mesmo negativo – a ser celebrado pela companhia. É o menor prejuízo semestral desde o primeiro semestre de 2011 que teve perdas de R$ 49 milhões.
Vendas
Em 2017, as vendas da companhia no segmento de biocombustíveis renderam R$ 682 milhões à Petrobras – 18,7% menos que os R$ 839 milhões apurados em 2016. Para uma empresa nunca conseguiu achar uma forma de transformar esse faturamento numa fonte de rendimentos, no entanto, vender menos pode ser uma boa notícia. Segundo o relatório, os produtos vendidos em 2017 tiveram um custo R$ 706 milhões. Um prejuízo bruto, portanto, de R$ 24 milhões.
As participações societárias em outras empresas do ramo também continuam custando dinheiro à empresa – embora numa escala bem menor que no ano anterior – foram R$ 85 milhões em perdas em 2017. É menos de um décimo em relação ao ano anterior quando as perdas da legenda custaram R$ 862 milhões.
Ativos
Os ativos detidos pela Petrobras na área de biocombustíveis encolheram consideravelmente entre 2016 e 2017.
No final do ano passado, o grupo empresarial controlava R$ 626 milhões em ativos na área de produção de biocombustíveis. Um ano antes, eram praticamente R$ 1,7 bilhão.
Para reduzir perdas, a petroleira está de saída do segmento. A decisão foi anunciada em setembro de 2016 e já levou à venda da participação no grupo sucroalcooleiro Guarani.
No setor de biodiesel, sua subsidiária Petrobras Biocombustível controla duas usinas próprias. Uma terceira em Quixadá (CE) foi fechada em outubro de 2016 e os 50% de participação acionária na BSBios estão à venda.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Continua ruim, mas ficou menos ruim. Esse é um resumo fidedigno do ano passado para os negócios da Petrobras no ramo de biocombustíveis. Segundo os relatórios financeiros que foram divulgados pela petroleira nessa última quinta-feira (15), a área acumulou prejuízos de R$ 148 milhões ao longo de 2017. Apesar de negativo, o resultado atual pode até ser visto como tranquilizador – em 2016 as perdas superaram a parca de R$ 1 bilhão.
Na verdade, o desempenho da Petrobras no segmento de biocombustíveis tem sido tão sofrível que 2017 foi o melhor ano para a empresa desde 2010 quando as contas ficaram R$ 91 milhões no vermelho. No total, de 2010 até hoje, os biocombustíveis já custaram à estatal cerca de R$ 3,19 bilhões.
Boa parte das perdas registradas no ano passado se concentraram na primeira metade de ano. Foram R$ 90 milhões de janeiro e junho. No restante do ano, os prejuízos se restringiram a 58 milhões.
Esse é outro número – mesmo negativo – a ser celebrado pela companhia. É o menor prejuízo semestral desde o primeiro semestre de 2011 que teve perdas de R$ 49 milhões.
Vendas
Em 2017, as vendas da companhia no segmento de biocombustíveis renderam R$ 682 milhões à Petrobras – 18,7% menos que os R$ 839 milhões apurados em 2016. Para uma empresa nunca conseguiu achar uma forma de transformar esse faturamento numa fonte de rendimentos, no entanto, vender menos pode ser uma boa notícia. Segundo o relatório, os produtos vendidos em 2017 tiveram um custo R$ 706 milhões. Um prejuízo bruto, portanto, de R$ 24 milhões.
As participações societárias em outras empresas do ramo também continuam custando dinheiro à empresa – embora numa escala bem menor que no ano anterior – foram R$ 85 milhões em perdas em 2017. É menos de um décimo em relação ao ano anterior quando as perdas da legenda custaram R$ 862 milhões.
Ativos
Os ativos detidos pela Petrobras na área de biocombustíveis encolheram consideravelmente entre 2016 e 2017.
No final do ano passado, o grupo empresarial controlava R$ 626 milhões em ativos na área de produção de biocombustíveis. Um ano antes, eram praticamente R$ 1,7 bilhão.
Para reduzir perdas, a petroleira está de saída do segmento. A decisão foi anunciada em setembro de 2016 e já levou à venda da participação no grupo sucroalcooleiro Guarani.
No setor de biodiesel, sua subsidiária Petrobras Biocombustível controla duas usinas próprias. Uma terceira em Quixadá (CE) foi fechada em outubro de 2016 e os 50% de participação acionária na BSBios estão à venda.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com