Reunião do CMAB debateu as perspectivas sobre o mercado de biodiesel para os próximos meses.
O Leilão 58 poderá ser bom ou ruim dependendo de para quem se pergunte. ANP e Sindicom levaram projeções bastante divergentes entre si na reunião de desta quarta-feira (29) do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB).
O Leilão 58 poderá ser bom ou ruim dependendo de para quem se pergunte. ANP e Sindicom levaram projeções bastante divergentes entre si na reunião de desta quarta-feira (29) do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB).
Números apresentados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) durante a reunião dão conta que a demanda de biodiesel durante o primeiro bimestre de 2018 devem ficar entre 650 e 660 milhões de litros. Esse seria o pior resultado desde o decepcionante leilão de estreia do B8.
Segundo BiodieselBR.com apurou junto, a projeção da agência reguladora foi declaradamente conservadora e não leva em conta sinais recentes de retomada na economia e, consequentemente, no consumo de óleo diesel. Algo que já vem se desenrolando ao longo dos últimos cinco meses.
Otimismo
Já o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) apresentou uma visão bem menos pessimista do mercado no primeiro bimestre de 2018. Segundo as maiores distribuidoras do país, a demanda deverá ficar entre 730 e 740 milhões de litros.
Se for mesmo confirmado, isso representaria um salto de 35,6% em relação ao L52 – que abasteceu o mercado durante primeiro bimestre em 2017. Um avanço muito superior ao que poderia ser explicado simplesmente pelo aumento da mistura obrigatória de 7% para 8%.
Também seria o melhor primeiro bimestre para a indústria do biodiesel de toda a história.
Segundo os participantes da reunião, a opinião geral era que os números finais devem ficar mais próximos da avaliação do Sindicom do que dos apresentados pela ANP.
Sinal verde
A reunião indicou que está tudo caminhando dentro do cronograma para a chegada do B10 em março que vem.
Segundo os representantes do Sindicom e do Brasilcom, embora ainda haja necessidade de obras de adaptação em algumas bases de distribuição tudo deverá estar pronto a tempo da chegada da nova mistura.
‘Outras’
O representante da Abiove, Daniel Furlan, também relatou uma reunião tranquila e sinalizou que, do ponto de vista da oferta de matérias-primas, a chegada do B10 não deve trazer sustos no ano que vem.
“Também aproveitamos a oportunidade para colocar nossa preocupação para a ANP em relação às usinas que declaram estar usando ‘outros materiais graxos’ como matéria-prima de seu biodiesel. Isso dificulta muito a nossa análise de oferta e demanda”, reclama Daniel dizendo ter pedido que a ANP reforce o acompanhamento do mercado.
Até meados do ano passado, os ‘outros materiais graxos’ representavam uma parcela relativamente pequena da produção mensal de biodiesel – flutuando entre 1 e 2 pontos percentuais. De lá para cá, no entanto, a fatia dessas matérias-primas disparou e já representa 10,2% do total fabricado entre janeiro e outubro de 2017 ocupando a terceira posição entre as matérias-primas mais utilizadas.
O problema com isso é que, na verdade, não se sabe o que realmente as usinas que declaram estar usando ‘outros materiais graxos’ estão usando para fabricar biodiesel. Por esse motivo BiodieselBR.com passou a denominar essa categoria de matérias-primas desconhecidas
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O Leilão 58 poderá ser bom ou ruim dependendo de para quem se pergunte. ANP e Sindicom levaram projeções bastante divergentes entre si na reunião de desta quarta-feira (29) do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB).
Números apresentados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) durante a reunião dão conta que a demanda de biodiesel durante o primeiro bimestre de 2018 devem ficar entre 650 e 660 milhões de litros. Esse seria o pior resultado desde o decepcionante leilão de estreia do B8.
Segundo BiodieselBR.com apurou junto, a projeção da agência reguladora foi declaradamente conservadora e não leva em conta sinais recentes de retomada na economia e, consequentemente, no consumo de óleo diesel. Algo que já vem se desenrolando ao longo dos últimos cinco meses.
Otimismo
Já o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) apresentou uma visão bem menos pessimista do mercado no primeiro bimestre de 2018. Segundo as maiores distribuidoras do país, a demanda deverá ficar entre 730 e 740 milhões de litros.
Se for mesmo confirmado, isso representaria um salto de 35,6% em relação ao L52 – que abasteceu o mercado durante primeiro bimestre em 2017. Um avanço muito superior ao que poderia ser explicado simplesmente pelo aumento da mistura obrigatória de 7% para 8%.
Também seria o melhor primeiro bimestre para a indústria do biodiesel de toda a história.
Segundo os participantes da reunião, a opinião geral era que os números finais devem ficar mais próximos da avaliação do Sindicom do que dos apresentados pela ANP.
Sinal verde
A reunião indicou que está tudo caminhando dentro do cronograma para a chegada do B10 em março que vem.
Segundo os representantes do Sindicom e do Brasilcom, embora ainda haja necessidade de obras de adaptação em algumas bases de distribuição tudo deverá estar pronto a tempo da chegada da nova mistura.
‘Outras’
O representante da Abiove, Daniel Furlan, também relatou uma reunião tranquila e sinalizou que, do ponto de vista da oferta de matérias-primas, a chegada do B10 não deve trazer sustos no ano que vem.
“Também aproveitamos a oportunidade para colocar nossa preocupação para a ANP em relação às usinas que declaram estar usando ‘outros materiais graxos’ como matéria-prima de seu biodiesel. Isso dificulta muito a nossa análise de oferta e demanda”, reclama Daniel dizendo ter pedido que a ANP reforce o acompanhamento do mercado.
Até meados do ano passado, os ‘outros materiais graxos’ representavam uma parcela relativamente pequena da produção mensal de biodiesel – flutuando entre 1 e 2 pontos percentuais. De lá para cá, no entanto, a fatia dessas matérias-primas disparou e já representa 10,2% do total fabricado entre janeiro e outubro de 2017 ocupando a terceira posição entre as matérias-primas mais utilizadas.
O problema com isso é que, na verdade, não se sabe o que realmente as usinas que declaram estar usando ‘outros materiais graxos’ estão usando para fabricar biodiesel. Por esse motivo BiodieselBR.com passou a denominar essa categoria de matérias-primas desconhecidas
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com