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Grupo empresarial paraense prepara entrada no setor de biodiesel

Uma nova unidade industrial de biodiesel deverá ser construída no município de Tomé-Açu pela Vila Nova Agroindustrial

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Apesar das turbulências que anda vivendo nesse ano de 2020, a produção de biodiesel continua atraindo interesse dos investidores. Segundo informações disponibilizada nessa última sexta-feira (21) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), há um novo player a caminho do mercado: a Vila Nova Agroindustrial. O grupo empresarial de origem paraense está se preparando para instalar uma usina de biodiesel Tomé-Açu – município localizado na porção nordeste do estado, a pouco mais de 110km de distância de Belém.

Segundo os dados publicados pela ANP, a nova usina terá capacidade instalada para fabricar até 108 milhões de litros por ano. Embora esta seja uma capacidade produtiva relativamente modesta para os padrões atuais do setor, ela colocaria a estreante em pé de igualdade com nomes consolidados do mercado como a Bocchi e a JBS de Campo Verde.

Apesar das turbulências que anda vivendo nesse ano de 2020, a produção de biodiesel continua atraindo interesse dos investidores. Segundo informações disponibilizada nessa última sexta-feira (21) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), há um novo player a caminho do mercado: a Vila Nova Agroindustrial. O grupo empresarial de origem paraense está se preparando para instalar uma usina de biodiesel Tomé-Açu – município localizado na porção nordeste do estado, a pouco mais de 110km de distância de Belém.

Segundo os dados publicados pela ANP, a nova usina terá capacidade instalada para fabricar até 108 milhões de litros por ano. Embora esta seja uma capacidade produtiva relativamente modesta para os padrões atuais do setor, ela colocaria a estreante em pé de igualdade com nomes consolidados do mercado como a Bocchi e a JBS de Campo Verde.

Há relativamente pouca informação disponível a respeito do grupo Vila Nova. A empresa ainda é bastante jovem – foi formalizada somente em fevereiro de 2017 – e atua no ramo de produção e processamento de palma-de-óleo. De acordo com a Secretaria de Comunicação do Governo Estadual do Pará, foram investidos R$ 182 milhões na implantação do projeto em Tomé-Açu.

Pará

Embora o Pará tenha grande aptidão para a produção de palma-de-óleo, o que chegou a atrair investimentos milionários de peso tanto da Petrobras quanto da Vale que tinham como horizonte a produção de biodiesel, a indústria nunca chegou a se consolidar.

Somente duas usinas de biodiesel chegaram a ser autorizadas pela ANP em território paraense – a Agropalma e a DVH. E ambas tiveram porte bastante modesto e produção pouco relevante.

A mais longeva foi a Agropalma que manteve suas autorizações para fabricar biodiesel entre abril de 2005 e até outubro de 2013. Com 10,8 milhões de litros em capacidade instalada, a usina produziu de forma inconsistente até 2010 tendo fabricado um total de 14,8 milhões de litros de biodiesel.

Há um outro grupo empresarial do ramo de biodiesel também está de olho no mercado do Pará. A Unibras que no ano passado trouxe de volta a usina de biodiesel de Floriano (PI) também está investindo R$ 120 milhões para instalar uma unidade produtiva de 180 milhões de litros ao ano em Santo Antônio do Tauá.

Com essas duas usinas em funcionamento, o Pará se tornaria o 15º estado brasileiro com produção de biodiesel superando o Rio de Janeiro que tem hoje uma base instalada de 222 milhões de litros por ano.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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