Usina gaúcha terá a menor fração elegível de sua produção entre todas as usinas de biodiesel que já apresentaram suas certificações
Em pouco mais de uma semana todas as usinas de biodiesel da Granol avançaram com seus processos de certificação no Renovabio. Porto Nacional teve sua documentação publicada na quinta-feira da semana passada (12). No começo desta semana, chegou a vez de Anápolis. Hoje (20), foi aberta a consulta pública referente à certificação da unidade de Cachoeira do Sul (RS).
Em pouco mais de uma semana todas as usinas de biodiesel da Granol avançaram com seus processos de certificação no Renovabio. Porto Nacional teve sua documentação publicada na quinta-feira da semana passada (12). No começo desta semana, chegou a vez de Anápolis. Hoje (20), foi aberta a consulta pública referente à certificação da unidade de Cachoeira do Sul (RS).
A documentação publicada pela Green Domus mostra que a unidade de Cachoeira do Sul terá – de longe – a menor fração de sua capacidade produtiva certificada. Serão menos de 8,8%. Bem abaixo da média do setor que está na casa dos 37,4%.
Cachoeira não é a única das usinas da Granol a certificar uma fatia relativamente pequena de sua produção. A fração em Porto Nacional foi de pouco mais de 17% e Anápolis ficou em 18%. Somando tudo, o grupo deve certificar apenas 15,1% de sua capacidade produtiva total. Sem a Granol, a média do setor de biodiesel subiria para 44,2%.
Ao contrário das duas outras que certificaram a produção a partir do óleo de soja, a Granol de Cachoeira do Sul está certificando apenas a fração de seu biodiesel feita com gordura animal e com óleos e gorduras recuperados (OGRs).
Isso também explica o motivo da planta gaúcha obteve uma Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) de 80,2 gCO2eq/MJ. O valor é superior ao obtido pelas outras usinas do grupo.
Com base nesses números, a planta poderia gerar até 78,5 mil CBios por ano com um valor de mercado estimado em US$ 784,5 mil. Somando os resultados das três usinas, a venda de CBios poderia render até US$ 3,2 milhões à Granol.
Produção fraca
Embora esteja entre as 10 maiores do país com capacidade instalada para fabricar praticamente 336 milhões de litros de biodiesel por ano – oitava posição no ranking nacional de fabricantes –, comercialmente a planta não tem se saído lá muito bem. Ela continua ativa nos leilões de biodiesel e faz ofertas regularmente, mas não tem conseguido ser competitiva o suficiente para atrair compradores.
Desde 2016, a unidade de Cachoeira do Sul vem produzindo biodiesel de forma intermitente chegando a ficar inativa durante o ano de 2017 praticamente todo – ela fabricou menos de 230 m³ em novembro voltando a ficar inativa durante vários meses.
Este ano, a usina só foi ser reativada agosto e, até agora, produziu 12,8 milhões de litros para fazer frente a vendas que fez no L68. Esse retorno ao mercado deve ter vida curta. Depois de vender apenas 89 m³ no L69, a unidade saiu do L70 sem conseguir qualquer comprador para seu produto.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com