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Granol amplia usina de biodiesel para ser a maior do país

A Granol obteve na manhã desta segunda-feira uma autorização que tornará sua usina de Anápolis a maior fábrica de biodiesle do Brasil.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A Granol obteve na manhã desta segunda-feira uma autorização que tornará sua usina de Anápolis a maior fábrica de biodiesle do Brasil.

Um brutamontes capaz de fabricar mais de meio bilhão de litros de biodiesel por ano está prestes a tomar a liderança do ranking nacional de usinas. É o que deve acontecer tão logo a Granol complete o processo de ampliação de sua usina de Anápolis (GO). A empresa obteve nessa segunda-feira (21) autorização da ANP para iniciar obras na planta.

A planta que já não é nada pequena – ela é a quarta maior do país com quase 371,9 milhões de litros anuais em capacidade – passará a poder fabricar 558 milhões de litros por ano depois de finalizada essa nova rodada de investimentos. Trata-se de um salto de exatos 50%.

Segundo dados coletados no BiodieselDATA, essa será a sexta rodada de ampliação promovida pela Granol em sua planta. Quando foi inaugurada em meados de 2005, ela tinha 72 milhões de litros em capacidade. Chegou a 120 milhões de litros em dezembro de 2006. Pouco menos de um ano mais tarde, subiu para 146,5 milhões de litros. Em janeiro de 2009 a capacidade cresceu para 220,7 milhões de litros para, finalmente, chegar ao número atual fevereiro de 2012.

Com a nova ampliação, ela será a única usina brasileira em sua faixa de produção.

Nova líder

Com isso, Anápolis vai tomar a liderança que pertence à unidade da ADM de Rondonópolis com seus 486,7 milhões de litros. Esse título já pertence à fábrica mato-grossense desde sua última ampliação completada em agosto de 2011.

A mudança promete um impacto significativo na organização do mercado. A Granol de Anápolis é a terceira usina em market share do mercado, segundo o BiodieselDATA. Dos 2,8 bilhões de litros fabricados no país até o momento, 6,1% saiu da planta de Goiás.

As duas primeiras são, justamente, a ADM de Rondonópolis e a Oleoplan de Veranópolis que são, respectivamente, a 1ª e a 3ª maiores usinas do país.

Já em termos estaduais a mudança não deve ser tão profunda. O estado de Goiás terá um salto de 18% em sua capacidade indo dos atuais 1,02 para mais de 1,2 bilhões de litros quando a obra estiver finalizada se aproximando bastante – mas não superando – os 1,4 bilhões de litros do Mato Grosso.

O Brasil como um todo passará a ter quase 7,5 bilhões de litros em capacidade instalada.

Movimentação

Esso não é o primeiro movimento no jogo entre usinas do topo do ranking depois da aprovação da Lei 13.263/2016 em março deste ano.

Em setembro, a Potencial quase dobrou sua capacidade produtiva tomando a 2ª colocação. A Olfar também está se movimentanodo para recolocar no mercado a usina que comprou da Grand Valle.

A Caramuru agiu antes mesmo dos novos aumentos de mistura serem uma realidade. Em outubro do ano passado, o grupo anunciou a construção de sua terceira usina de biodiesel em Sorriso (MT).

E, correndo por fora, temos a desconhecida FRCB Biocombustíveis. Em fevereiro, a empresa obteve autorização para a construção de uma nova usina de biodiesel o que pode fazer dele o primeiro novo player do setor em mais de quatro anos, se finalizada a construção

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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