Com a aquisição, a multinacional de origem norte-americana deve passar a controlar 1,53 milhão de m³ em capacidade produtiva e assumir a liderança do mercado
A Cargill está prestes a se tornar a maior fabricante de biodiesel do Brasil. A empresa de origem norte-americana acertou a compra das três usinas de biodiesel da Granol – Anápolis (GO), Porto Nacional (TO) e Cachoeira do Sul (RS) – por valor não revelado. Antes de ser concluído, contudo, o negócio terá que passar pelo crivo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A informação sobre um flerte entre a multinacional e a Granol vinha circulando pelo mercado desde agosto de 2018. Na época se especulava sobre a possível compra das usinas de Anápolis (GO) e de Porto Nacional (TO) por uma cifra que poderia chegar a US$ 400 milhões.
Na época, a Granol vinha num mau momento. Entre 2016 e 2018, empresa amargou prejuízos seguidos com perdas de quase R$ 400 milhões. De lá para cá, contudo, a empresa conseguiu virar o jogo e, em 2022, obteve lucro de quase R$ 300 milhões.
Apesar da mudança nos ventos, a Granol optou por seguir com a venda dos ativos. A informação foi confirmada à BiodieselBR.com por um dos dirigentes da empresa. Segundo a fonte, a expectativa é que a venda seja aprovada pelo Cade e, consequentemente, concluída até o final deste ano.
Segundo esse executivo, as usinas não irão parar de produzir biodiesel quando a transferência para a Cargill estiver sendo feita e a multinacional deverá incorporar a maior parte dos atuais funcionários dos três complexos industriais.
A Cargill está prestes a se tornar a maior fabricante de biodiesel do Brasil. A empresa de origem norte-americana acertou a compra das três usinas de biodiesel da Granol – Anápolis (GO), Porto Nacional (TO) e Cachoeira do Sul (RS) – por valor não revelado. Antes de ser concluído, contudo, o negócio terá que passar pelo crivo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A informação sobre um flerte entre a multinacional e a Granol vinha circulando pelo mercado desde agosto de 2018. Na época se especulava sobre a possível compra das usinas de Anápolis (GO) e de Porto Nacional (TO) por uma cifra que poderia chegar a US$ 400 milhões.
Na época, a Granol vinha num mau momento. Entre 2016 e 2018, empresa amargou prejuízos seguidos com perdas de quase R$ 400 milhões. De lá para cá, contudo, a empresa conseguiu virar o jogo e, em 2022, obteve lucro de quase R$ 300 milhões.
Apesar da mudança nos ventos, a Granol optou por seguir com a venda dos ativos. A informação foi confirmada à BiodieselBR.com por um dos dirigentes da empresa. Segundo a fonte, a expectativa é que a venda seja aprovada pelo Cade e, consequentemente, concluída até o final deste ano.
Segundo esse executivo, as usinas não irão parar de produzir biodiesel quando a transferência para a Cargill estiver sendo feita e a multinacional deverá incorporar a maior parte dos atuais funcionários dos três complexos industriais.
Novo Gigante
Se a compra receber sinal verde do Cade, a Cargill vai passar a controlar 11% da capacidade produtiva nacional. Ao todo, a multi passará a ter quatro usinas que, juntas, vão somar 1,53 milhão de metros cúbicos por ano.
Será um salto e tanto para uma empresa que, desde que entrou no ramo de biodiesel em meados de 2012, conta com apenas com a usina de Três Lagoas (MS) que, hoje, tem capacidade para fabricar 347,4 mil m³.
A atual líder do setor é a Oleoplan, cujas quatro usinas somam 1,44 milhão de m³. A posição foi conquistada em setembro passado quando a empresa acrescentou a usina de Cacoal (RO) a seu parque produtivo.
Em 2022, a Granol foi a 9ª maior vendedora de biodiesel do país com 334,1 mil m³ entregues. Já a Cargill ocupou a 11ª posição com 175 mil m³. Combinadas as duas, seriam mais de 509 mil m³ em entregas o que garantiria a 4ª posição do ranking e um share de 8,3% do mercado total.
Continuidade
Historicamente, a Granol é um dos grupos empresariais mais importantes do mercado de biodiesel. A empresa se tornou a líder em capacidade instalada em maio de 2010 com a derrocada da Brasil Ecodiesel e manteve a posição até março do ano passado quando foi superada primeiro pela Olfar e, depois, pela Oleoplan.
Ela também manteve por muitos anos a título de maior fornecedora de biodiesel para o mercado brasileiro. Desde que entrou no mercado até o final do ano passado, a Granol já havia comercializado 5,27 milhões de m³ de biodiesel sendo superada apenas pela Oleoplan (5,45) e pela Be8 (6,03).
Com a venda dos ativos no ramo de biodiesel, a Granol continuará com seus parques industriais no estado de São Paulo. O grupo tem unidades indústrias nos municípios de Bebedouro e Osvaldo Cruz.
Fábio Rodrigues e Miguel Angelo Vedana – BiodieselBR.com