Sem novos aumentos de mistura ou a abertura de novos mercados, o consumo de biodiesel no Brasil deverá crescer módicos 29% daqui até 2024. O número consta da versão mais recente do Plano Decenal de Energia (PDE 2024) que reúne as projeções oficiais do governo brasileiro elaboradas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para o setor de energia ao longo da próxima década.
Sem novos aumentos de mistura ou a abertura de novos mercados, o consumo de biodiesel no Brasil deverá crescer módicos 29% daqui até 2024. O número consta da versão mais recente do Plano Decenal de Energia (PDE 2024) que reúne as projeções oficiais do governo brasileiro elaboradas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para o setor de energia ao longo da próxima década.
Em termos de volume, a expectativa da EPE é que o mercado brasileiro absorva pouco mais de 5,62 bilhões no ano de 2024. Cerca de 1,26 bilhão de litros a mais do que os 4,36 bilhões que a EPE prevê que sejam consumidos até o final deste ano. Contudo a estimativa para 2015 está muito alta. BiodieselBR prevê um consumo de menor que 4 bilhões de litros para este ano.
Crise
Por conta da crise econômica, as projeções estão um pouco mais pessimistas do que na edição do ano passado do PDE. Em 2014, os técnicos da EPE apostavam que chegaríamos em 2023 consumindo 5,98 bilhões de litros de biodiesel. Isso é 6,5% a mais do que na nova edição do documento.
A revisão para baixo não foi exclusividade do setor de biodiesel. O crescimento esperado para o mercado energético como um todo ficou menor. Segundo o PDE 2024, consideradas todas as fontes, o consumo de energia dos brasileiros ao final do período vai totalizar 330,1 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep). Um ano atrás, a expectativa era de 351,3 milhões de tep.
De 16 energéticos acompanhados pela EPE, mais da metade – 9 – tiveram suas projeções de crescimento revistas para baixo entre 2014 e 2015. O maior corte aconteceu no gás natural que sofreu uma poda de quase 19,5% – de 33 para 26,5 milhões de tep ao final do período pesquisado.
Menos crescimento
Com uma perspectiva mais modesta para a demanda no mercado interno, a EPE também projeta uma expansão menor para a capacidade produtiva que já não era das mais robustas para começo de conversa.
Segundo as contas da EPE, mesmo sem nenhum investimento de capacidade adicional – seja em novas usinas, seja nas expansões das atuais unidades produtivas – já seria possível atender 100% da demanda esperada. Por isso, para calcular o avanço da capacidade instalada pelos próximos anos, os técnicos do órgão levam em conta apenas os pedidos de autorização protocolados junto à ANP. Ainda assim, o PDE mostra perspectivas mais fracas em 2015 do que era um ano atrás.
Entramos em 2015 com um potencial produtivo para 7,5 bilhões de litros anuais – contra 7,9 bilhões na passagem de 2013 para 2014 – e, desde que todos os projetos de expansão se confirmarem, a perspectiva é que haja um crescimento de 5%; o que deve elevar a capacidade para 7,8 bilhões de litros dentro dos próximos 10 anos. No PDE, a projeção indicava 6% de crescimento.
Os investimentos esperados para o setor são de apenas R$ 200 milhões – cerca de R$ 50 milhões a menos do no PDE 2023. Uma parcela irrisória em relação aos R$ 1,4 trilhão em investimentos esperados para o decênio todo em todos os setores do mercado de energia.
Tudo igual
Quanto às matérias-primas para o biodiesel tudo deverá permanecer basicamente na mesma toada de hoje. A soja deverá ampliar sua participação à medida em que a produção de biodiesel aumente e ela seja a única oleaginosa com volume disponível para a produção enquanto o sebo manterá sua posição de destaque.
A única chance para uma mudança significativa nessa situação vem da palma-de-óleo, mas, mesmo o EPE, só vê chance de mudança no longo prazo caso o Programa de Produção Sustentável da Palma-de-Óleo consiga ganhar vigor e leve a um aumento expressivo na área plantada.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Sem novos aumentos de mistura ou a abertura de novos mercados, o consumo de biodiesel no Brasil deverá crescer módicos 29% daqui até 2024. O número consta da versão mais recente do Plano Decenal de Energia (PDE 2024) que reúne as projeções oficiais do governo brasileiro elaboradas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para o setor de energia ao longo da próxima década.
Em termos de volume, a expectativa da EPE é que o mercado brasileiro absorva pouco mais de 5,62 bilhões no ano de 2024. Cerca de 1,26 bilhão de litros a mais do que os 4,36 bilhões que a EPE prevê que sejam consumidos até o final deste ano. Contudo a estimativa para 2015 está muito alta. BiodieselBR prevê um consumo de menor que 4 bilhões de litros para este ano.
Crise
Por conta da crise econômica, as projeções estão um pouco mais pessimistas do que na edição do ano passado do PDE. Em 2014, os técnicos da EPE apostavam que chegaríamos em 2023 consumindo 5,98 bilhões de litros de biodiesel. Isso é 6,5% a mais do que na nova edição do documento.
A revisão para baixo não foi exclusividade do setor de biodiesel. O crescimento esperado para o mercado energético como um todo ficou menor. Segundo o PDE 2024, consideradas todas as fontes, o consumo de energia dos brasileiros ao final do período vai totalizar 330,1 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep). Um ano atrás, a expectativa era de 351,3 milhões de tep.
De 16 energéticos acompanhados pela EPE, mais da metade – 9 – tiveram suas projeções de crescimento revistas para baixo entre 2014 e 2015. O maior corte aconteceu no gás natural que sofreu uma poda de quase 19,5% – de 33 para 26,5 milhões de tep ao final do período pesquisado.
Menos crescimento
Com uma perspectiva mais modesta para a demanda no mercado interno, a EPE também projeta uma expansão menor para a capacidade produtiva que já não era das mais robustas para começo de conversa.
Segundo as contas da EPE, mesmo sem nenhum investimento de capacidade adicional – seja em novas usinas, seja nas expansões das atuais unidades produtivas – já seria possível atender 100% da demanda esperada. Por isso, para calcular o avanço da capacidade instalada pelos próximos anos, os técnicos do órgão levam em conta apenas os pedidos de autorização protocolados junto à ANP. Ainda assim, o PDE mostra perspectivas mais fracas em 2015 do que era um ano atrás.
Entramos em 2015 com um potencial produtivo para 7,5 bilhões de litros anuais – contra 7,9 bilhões na passagem de 2013 para 2014 – e, desde que todos os projetos de expansão se confirmarem, a perspectiva é que haja um crescimento de 5%; o que deve elevar a capacidade para 7,8 bilhões de litros dentro dos próximos 10 anos. No PDE, a projeção indicava 6% de crescimento.
Os investimentos esperados para o setor são de apenas R$ 200 milhões – cerca de R$ 50 milhões a menos do no PDE 2023. Uma parcela irrisória em relação aos R$ 1,4 trilhão em investimentos esperados para o decênio todo em todos os setores do mercado de energia.
Tudo igual
Quanto às matérias-primas para o biodiesel tudo deverá permanecer basicamente na mesma toada de hoje. A soja deverá ampliar sua participação à medida em que a produção de biodiesel aumente e ela seja a única oleaginosa com volume disponível para a produção enquanto o sebo manterá sua posição de destaque.
A única chance para uma mudança significativa nessa situação vem da palma-de-óleo, mas, mesmo o EPE, só vê chance de mudança no longo prazo caso o Programa de Produção Sustentável da Palma-de-Óleo consiga ganhar vigor e leve a um aumento expressivo na área plantada.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com