Para representantes dos produtores de biodiesel e do setor de distribuição aumento da mistura obrigatória chega sem maiores traumas
No começo desta semana, o setor de biodiesel pôde, finalmente, respirar aliviado e comemorar: em reunião realizada na segunda-feira (29) Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) regulamentou a chegada do B15. Essa decisão já era esperada desde que o Ministério de Minas e Energia (MME) começou a circular uma proposta nesse sentido ainda em meados de julho.
No começo desta semana, o setor de biodiesel pôde, finalmente, respirar aliviado e comemorar: em reunião realizada na segunda-feira (29) Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) regulamentou a chegada do B15. Essa decisão já era esperada desde que o Ministério de Minas e Energia (MME) começou a circular uma proposta nesse sentido ainda em meados de julho.
Embora o texto final ainda não tenha sido publicado no Diário Oficial da Uniao, pelo jeito, o anúncio – e as mudanças implementadas pelo MME – vieram bem de encontro ao que a cadeia tinha em mente. Ao menos foi o que sinalizaram os representantes de entidades ligadas aos fabricantes de biodiesel e às distribuidoras de combustíveis que conversaram a respeito com BiodieselBR.com.
“Essa é, naturalmente, uma excelente notícia para o setor”, comemorou Daniela Amaral, o gerente de economia da Abiove. “O setor já pleiteava há bastante tempo uma previsibilidade sobre os novos aumentos de mistura”, completa ressaltando que há muito trabalho a ser feito tanto para concluir os testes de motores determinados pela Lei 13.263/2016 até março de 2019 – passo exigido pela CNPE para permitir o início da progressão da mistura.
“Vemos [o aumento de mistura] como algo que leva o país para um novo patamar”, aponta o superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio Minelli. “Estamos nos encaminhando para nos tornarmos o maior consumidor e produtor de biodiesel do mundo”, complementa acrescentando que os próximos passos do setor deve ser a preparação do caminho para o B20 e o estudo sobre a implementação de políticas para que cidades com 300 mil habitantes ou mais passem a usar mais biodiesel em seus sistemas de transportes públicos.
“A gente poderia ter um ar muito mais limpo nessas cidades”, defende Julio.
Mudanças
O diretor de abastecimento e regulação da Plural – associação que reúne as maiores distribuidoras de combustíveis do país – Leandro de Barros Silva um ponto central para a criação do consenso necessário a adoção de um cronograma mais estável prevendo avanços de um ponto percentual por ano. “Somos favoráveis à progressão. O único ponto que éramos contra estava no dispositivo proposto pelo MME que permitia variações do percentual de biodiesel dentro do mesmo ano”, diz explicando que variações na mistura seriam muito complicadas. “Teria que mudar equipamentos e fazer uma dinâmica operacional nada simples”, explica.
Leandro também ressalta que vê como positiva a sinalização dada pelo CNPE de que os testes de motores precisam estar concluídos antes de novos aumentos da mistura. “Tem o mercado o mais integrado possível é um ponto muito importante e gera uma segurança a mais para os consumidores”, comenta.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com