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Bionasa tem bens penhorados pela Justiça do Trabalho

Bionasa Crise_200214A Bionasa estaria sem pagar salários há mais de seis meses a seus funcionários o que levou à penhora de bens da companhia.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Que a Bionasa não vai bem não é segredo: a usina goiana está sem vender biodiesel desde o leilão 28 no final de 2012. Mas a situação da empresa pode ser ainda pior do que se supunha, um ex-funcionário da companhia encaminhou um e-mail à redação de BiodieselBR.com relatando que os salários não vêm sendo pagos desde junho de 2013.

Bionasa Crise_200214
Que a Bionasa não vai bem não é segredo: a usina goiana está sem vender biodiesel desde o leilão 28 no final de 2012. Mas a situação da empresa pode ser ainda pior do que se supunha, um ex-funcionário da companhia encaminhou um e-mail à redação de BiodieselBR.com relatando que os salários não vêm sendo pagos desde junho de 2013.

Segundo ele, um acordo firmado em âmbito judicial para o pagamento de débitos trabalhistas não foi honrado, resultando na penhora e bloqueio de bens da usina. Anexo à mensagem, o ex-funcionário encaminhou os documentos que confirmam as afirmações.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação dos Estados de Goiás e Tocantins (Stiag) – entidade que representa os funcionários da Bionasa – também confirma as informações. De acordo com Nathália Machado, do Departamento Jurídico do sindicato, o último salário recebido pela maioria dos profissionais da empresa teria sido referente aos dias trabalhados em maio de 2013. “Entretanto, o recolhimento do FGTS e o pagamento do benefício alimentação não eram feitos desde março último”, ressalta.

Segundo a advogada, o Stiag está movendo cerca de 90 processos em nome dos ex-funcionários da usina. Os créditos trabalhistas chegariam a R$ 2 milhões.

Sem produção
Embora ainda detenha as autorizações de operação e comercialização da ANP – o que, ao menos no papel, faz dela uma empresa ativa –, a Bionasa não produz há um bom tempo. Além de Nathália e do funcionário anônimo, confirma essa informação outra fonte ouvida por BiodieselBR.com, também um ex-funcionário da empresa. De acordo com ela, a usina está com a produção paralisada “há cerca de seis meses ou mais”.

O último certame que a usina participou foi o de nº 27, realizado em setembro de 2012. Na ocasião, a usina vendeu 11 milhões de litros, menos da metade do negociado no certame anterior (L26).

Situada em Porangatu -- município de Goiás a 400 km de Goiânia e a 390 km de Brasília –, a usina é uma das maiores do país. Com capacidade autorizada para fabricar até 235 milhões de litros por ano, ela está em 8º no ranking nacional de fabricantes. 

Ela também era importante empregador para a região. “Empregava muitas famílias. Comércios fecharam por conta da interrupção das atividades da usina”, conta Nathália. “O impacto foi significativo”, atribui a advogada.

Procurado, o diretor-presidente da Bionasa, Francisco Barreto, não retornou o contato feito por BiodieselBR.com até o fechamento deste texto.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
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