A nova empresa de bioenergia formada pela Bunge e BP vai centralizar somente ativos do setor sucroenergético
O setor de bioenergia do Brasil acaba de ganhar um novo player de peso. A petroleira BP e a trading Bunge anunciaram ontem (22) a formação de uma joint venture que vai centralizar uma série de ativos nas áreas de biocombustível e bioeletricidade. Batizada de BP Bunge Bioenergia, a nova empresa já nasce dona de um portfólio espalhado por cinco estados brasileiros, mas que conta com um notável ponto cego: o setor de biodiesel ficou de fora.
O setor de bioenergia do Brasil acaba de ganhar um novo player de peso. A petroleira BP e a trading Bunge anunciaram ontem (22) a formação de uma joint venture que vai centralizar uma série de ativos nas áreas de biocombustível e bioeletricidade. Batizada de BP Bunge Bioenergia, a nova empresa já nasce dona de um portfólio espalhado por cinco estados brasileiros, mas que conta com um notável ponto cego: o setor de biodiesel ficou de fora.
A usina de biodiesel da Bunge em Nova Mutum (MT) não foi incluída na lista de 11 usinas que integrarão o portfólio da nova empresa. Inaugurada em outubro de 2012, a planta hoje tem capacidade instalada para fabricar um pouco menos de 179 milhões de litros de biodiesel e ocupa a 24ª posição do ranking nacional de produtores.
No ano passado, a unidade fabricou um pouco mais de 160 milhões de litros de biodiesel – 3% do total produzido no país – e rendeu cerca de R$ 430 milhões à sua proprietária.
Sucroenergética
A opção dos sócios foi concentrar as atividades no segmento sucroenergético. Das 11 usinas da nova empresa, oito pertenciam orginalmente à Bunge Açúcar & Bioenergia e as outras três à BP Biocombustíveis.
Juntas, as usinas têm capacidade de moagem de 32 milhões de toneladas de cana por ano, podendo fabricar 1,5 bilhão de litros de etanol e 1,1 milhão de toneladas de açúcar.
Cada sócia terá 50% de participação na nova empresa. A Bunge recebeu US$ 775 milhões como compensação da parceira. Destes, US$ 75 milhões foram pagos diretamente pela BP. Já os outros US$ 700 milhões serão por meio de uma transferência da dívida de sua antiga unidade de biocombustíveis, que será incorporada pela joint venture.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com