Aumento do percentual de biodiesel pode ajudar a reduzir exposição do Brasil às turbulências internacionais
As novas turbulências no mercado internacional de diesel com altas significativas nos preços e medo de falta do produto justamente quando o Brasil se prepara para plantar a safra 2026/27 vêm municiando os produtores de biodiesel. O setor está reforçando a pressão sobre o governo federal para que ele aprove o avanço da mistura obrigatória dos atuais 15% para 17% mesmo antes da conclusão dos testes de motores iniciados em julho passado.
“A implementação imediata do B17 (...) reduziria a dependência internacional”, destacou o presidente da Aprobio, Jerônimo Goergen, destacando que o governo federal poderia solicitar os laudos técnicos dos testes já realizados e promover uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para deliberar sobre o B17.
No primeiro semestre, o Brasil importou cerca de um quinto dos 33,9 milhões de m³ de diesel que consumiu – de 20 a 25 navios ao mês. Desde o começo de julho, quando as exportações do derivado foram suspensas pelo governo da Rússia, o país passou a ter dificuldades para encontrar as quantidades que precisa, a custos razoáveis.
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