Na semana passada petroleira nacional elevou em 25,8% o preço cobrado pelo óleo diesel em suas refinarias praticamente empatando com os custos de produção do biodiesel medidos pelo Indexador BiodieselBR
Faltando poucos dias para que as distribuidoras e as usinas fechem os contratos para garantir o abastecimento do mercado durante o 5º bimestre (5B) de 2023, temos uma relação bastante confortável entre os fatores mais relevantes nos custos de produção do biodiesel medidos pelo Indexador BiodieselBR e os preços do diesel de petróleo nas refinarias da Petrobras.
Até ontem (22), o Indexador BiodieselBR estimava que uma usina precisaria pagar R$ 3.652,78 pelo volume de óleo e metanol necessários para fabricar um m³ de biodiesel. Isso é cerca de R$ 158,82 menos do que os R$ 3.811,60 que a mesma quantidade de diesel A está custando na porta das refinarias da maior fabricante do país.
Não bastasse isso, o Indexador BiodieselBR também encerrou um ciclo de baixas que vinha se sustentando desde o fim da primeira quinzena de novembro passado. Tudo isso levou a uma semana de negociações mais apertada no 4B.
Virada
Agora o jogo virou a favor do biodiesel. Primeiro porque o Indexador BiodieselBR se estabilizou. Depois de atingir um pico de R$ 4.966,49 por m³ em 04 de julho, a rampa se inverteu e já acumula baixa de 26,5%. Na média, o Indexador de BiodieselBR custou R$ 4.026,15 ao longo do 4B.
Faltando poucos dias para que as distribuidoras e as usinas fechem os contratos para garantir o abastecimento do mercado durante o 5º bimestre (5B) de 2023, temos uma relação bastante confortável entre os fatores mais relevantes nos custos de produção do biodiesel medidos pelo Indexador BiodieselBR e os preços do diesel de petróleo nas refinarias da Petrobras.
Até ontem (22), o Indexador BiodieselBR estimava que uma usina precisaria pagar R$ 3.652,78 pelo volume de óleo e metanol necessários para fabricar um m³ de biodiesel. Isso é cerca de R$ 158,82 menos do que os R$ 3.811,60 que a mesma quantidade de diesel A está custando na porta das refinarias da maior fabricante do país.
A última vez em que os custos do biodiesel estiveram abaixo do preço do óleo diesel havia sido em meados de maio; logo antes da Petrobras aprovar sua nova política de preços que colocou fim à paridade de importação (PPI). Na ocasião, a estatal aproveitou a deixa para baixar os preços dos combustíveis.
Não bastasse isso, o Indexador BiodieselBR também encerrou um ciclo de baixas que vinha se sustentando desde o fim da primeira quinzena de novembro passado. Tudo isso levou a uma semana de negociações mais apertada no 4B.
Virada
Agora o jogo virou a favor do biodiesel. Primeiro porque o Indexador BiodieselBR se estabilizou. Depois de atingir um pico de R$ 4.966,49 por m³ em 04 de julho, a rampa se inverteu e já acumula baixa de 26,5%. Na média, o Indexador de BiodieselBR custou R$ 4.026,15 ao longo do 4B.
Apesar dessa baixa, o indexador ainda está razoavelmente acima da mínima de R$ 3.341,27 por m³ que foi registrada em 17 de maio.
Esse movimento se somou ao reajuste de 25,6% no preço do diesel que a Petrobras anunciou na terça-feira passada (15). Foi o primeiro reajuste feito pela estatal após o fim do PPI em meio a uma alta nas cotações internacionais do petróleo que foi precipitada por um corte na produção da Arábia Saudita.
Embora a semana de contratações ainda não tenha terminado, na média o Indexador BiodieselBR está em R$ 3.858,95 por m³. Esse valor é o mais baixo para uma semana de contratações superando até mesmo os R$ 4.074,93 registrados em abril quando foram fechados os contratos para o 3B.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com