Quatro autos de infração foram emitidos contra usinas de biodiesel por fiscais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ao longo do primeiro semestre de 2016. A informação consta de um boletim que consolida os resultados obtidos pela Superintendência de Fiscalização do Abastecimento da agência reguladora.
Quatro autos de infração foram emitidos contra usinas de biodiesel por fiscais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ao longo do primeiro semestre de 2016. A informação consta de um boletim que consolida os resultados obtidos pela Superintendência de Fiscalização do Abastecimento da agência reguladora.
Entre janeiro e junho, foram realizadas ações de fiscalização em 8 usinas de biodiesel que terminaram com a descoberta de irregularidades em quatro delas. Isso representa um salto considerável em relação ao mesmo período de 2015 quando uma única usina foi autuada das 9 que foram alvo dos fiscais da agência.
Embora represente menos de 0,15% dos 2.793 autos de infração emitidos pena ANP no período, o setor de biodiesel tem uma das piores relações entre o número fiscalizações e o número de autuações com metade das usinas fiscalizadas recebendo reprimendas. Só os fabricantes de etanol tiveram um resultado pior com 79,3% – com 23 autuações em 29 ações de fiscalização.
O maior número de autuações foi emitido para o setor de revenda de combustíveis com 1.906, mas como esse é, também, o segmento de mercado com mais fiscalizações – 6422 – a média de punições é de 29,7%
A média geral para todos os 13 segmentos nos quais a ANP divide o setor de combustíveis é de 28,8%. No 1º semestre do ano passado, o indicador estava em 24,1%.
Dos estados brasileiros o mais fiscalizado foi São Paulo com 1.744 ações em seis meses o que resultou em 465 punições – 26,7% do total. Já o mais indisciplinado foi o Rio Grande do Sul onde mais da metade – 53,5% – 565 ações realizada resultaram em autos.
Qualidade
A maior parte das infrações apuradas pela equipe da ANP diz respeito ao descumprimento de requisitos legais ou à falhas no atendimento de normas de segurança. A qualidade dos produtos vendidos ocupa a penas a 5ª colocação com 9,3% dos casos o que, calculando sobre o total de autos lavrados, dá 260 ocorrências.
Para o diesel, o biodiesel é o grande vilão da qualidade. Cerca de 42% irregularidades descobertas em amostras de diesel que se encontravam fora da especificação estavam relacionadas ao teor de biodiesel.
Já no B100, o principal vício de qualidade foi o teor de éster que representou 67% dos problemas identificados. Com 33%, teor de água foi o único outro fator de reprovação de amostras de biodiesel para o período.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Quatro autos de infração foram emitidos contra usinas de biodiesel por fiscais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ao longo do primeiro semestre de 2016. A informação consta de um boletim que consolida os resultados obtidos pela Superintendência de Fiscalização do Abastecimento da agência reguladora.
Entre janeiro e junho, foram realizadas ações de fiscalização em 8 usinas de biodiesel que terminaram com a descoberta de irregularidades em quatro delas. Isso representa um salto considerável em relação ao mesmo período de 2015 quando uma única usina foi autuada das 9 que foram alvo dos fiscais da agência.
Embora represente menos de 0,15% dos 2.793 autos de infração emitidos pena ANP no período, o setor de biodiesel tem uma das piores relações entre o número fiscalizações e o número de autuações com metade das usinas fiscalizadas recebendo reprimendas. Só os fabricantes de etanol tiveram um resultado pior com 79,3% – com 23 autuações em 29 ações de fiscalização.
O maior número de autuações foi emitido para o setor de revenda de combustíveis com 1.906, mas como esse é, também, o segmento de mercado com mais fiscalizações – 6422 – a média de punições é de 29,7%
A média geral para todos os 13 segmentos nos quais a ANP divide o setor de combustíveis é de 28,8%. No 1º semestre do ano passado, o indicador estava em 24,1%.
Dos estados brasileiros o mais fiscalizado foi São Paulo com 1.744 ações em seis meses o que resultou em 465 punições – 26,7% do total. Já o mais indisciplinado foi o Rio Grande do Sul onde mais da metade – 53,5% – 565 ações realizada resultaram em autos.
Qualidade
A maior parte das infrações apuradas pela equipe da ANP diz respeito ao descumprimento de requisitos legais ou à falhas no atendimento de normas de segurança. A qualidade dos produtos vendidos ocupa a penas a 5ª colocação com 9,3% dos casos o que, calculando sobre o total de autos lavrados, dá 260 ocorrências.
Para o diesel, o biodiesel é o grande vilão da qualidade. Cerca de 42% irregularidades descobertas em amostras de diesel que se encontravam fora da especificação estavam relacionadas ao teor de biodiesel.
Já no B100, o principal vício de qualidade foi o teor de éster que representou 67% dos problemas identificados. Com 33%, teor de água foi o único outro fator de reprovação de amostras de biodiesel para o período.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com