Há mais de um ano o mercado vem especulando sobre um possível desembarque da Petrobras da atividade de produção de biocombustíveis. Os rumores acabam de ser confirmados. Apresentado nessa terça-feira (20) pela diretoria da petroleira estatal, o novo Plano Estratégico prevê que a companhia deverá abandonar essa frente de negócios.
Há mais de um ano o mercado vem especulando sobre um possível desembarque da Petrobras da atividade de produção de biocombustíveis. Os rumores acabam de ser confirmados. Apresentado nessa terça-feira (20) pela diretoria da petroleira estatal, o novo Plano Estratégico prevê que a companhia deverá abandonar essa frente de negócios.
Segundo o plano – que foi aprovado ontem (19) pelo Conselho de Administração –, a meta para os próximos anos será fazer da Petrobras uma empresa integrada de energia com foco em óleo e gás. Por conta disso, a companhia pretende abandonar diversos ramos de atuação e se concentrar esforços em seu core business. Para tanto, segundo comunicado publicado para investidores, a empresa deverá sair integralmente das atividades de produção de biocombustíveis, distribuição de gás liquefeito de petróleo, produção de fertilizantes e das participações em petroquímica.
Os ativos nesses ramos deverão ser incluídos no plano de desinvestimento – vendidos – da companhia como parte de sua estratégia para a redução de seu endividamento.
Biodiesel
Atualmente, os investimentos da Petrobras no ramo de biocombustíveis se concentram em sua subsidiária Petrobras Biocombustível (PBio). Focando apenas no segmento de biodiesel, a PBio conta com cinco usinas.
Três elas são unidades próprias – Montes Claros (MG), Candeias (BA) e Quixadá (CE) – que totalizam 434 milhões de litros em capacidade produtiva. As outras duas – Marialva (PR) e Passo Fundo (RS) – são controladas em parceria com a BSBios. Em meados de 2011, as suas empresas se tornaram sócias nos dois empreendimentos com 50% de participação cada uma.
Até o mês de julho, a PBio e a BSBios fabricaram 411,5 milhões de litros de biodiesel. Isso representa cerca de 18,7% da produção total do setor de biodiesel do período.
A venda desses ativos, no entanto, não deve ser uma missão particularmente simples. Os desafios para a Petrobras se desfazer de seus negócios na área de biodiesel havia sido explorados em reportagem publicada por de BioieselBR.com em novembro passado.
Biocombustíveis
Mas o envolvimento da petroleira estatal com o setor de biocombustíveis é maior. Além dos ativos na área de biodiesel, a PBio também conta com participações em 9 usinas etanol – entre parcerias com os grupos Guarani, São Martinho e Total.
Tudo somado, são mais de 1,6 bilhão de litros anuais em capacidade produtiva.
Apesar desse gigantismo, a Petrobras nunca conseguiu ter nenhum lucro no setor de biocombustíveis. De 2010 até hoje, as perdas na área já ultrapassam a marca dos R$ 2,1 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Há mais de um ano o mercado vem especulando sobre um possível desembarque da Petrobras da atividade de produção de biocombustíveis. Os rumores acabam de ser confirmados. Apresentado nessa terça-feira (20) pela diretoria da petroleira estatal, o novo Plano Estratégico prevê que a companhia deverá abandonar essa frente de negócios.
Segundo o plano – que foi aprovado ontem (19) pelo Conselho de Administração –, a meta para os próximos anos será fazer da Petrobras uma empresa integrada de energia com foco em óleo e gás. Por conta disso, a companhia pretende abandonar diversos ramos de atuação e se concentrar esforços em seu core business. Para tanto, segundo comunicado publicado para investidores, a empresa deverá sair integralmente das atividades de produção de biocombustíveis, distribuição de gás liquefeito de petróleo, produção de fertilizantes e das participações em petroquímica.
Os ativos nesses ramos deverão ser incluídos no plano de desinvestimento – vendidos – da companhia como parte de sua estratégia para a redução de seu endividamento.
Biodiesel
Atualmente, os investimentos da Petrobras no ramo de biocombustíveis se concentram em sua subsidiária Petrobras Biocombustível (PBio). Focando apenas no segmento de biodiesel, a PBio conta com cinco usinas.
Três elas são unidades próprias – Montes Claros (MG), Candeias (BA) e Quixadá (CE) – que totalizam 434 milhões de litros em capacidade produtiva. As outras duas – Marialva (PR) e Passo Fundo (RS) – são controladas em parceria com a BSBios. Em meados de 2011, as suas empresas se tornaram sócias nos dois empreendimentos com 50% de participação cada uma.
Até o mês de julho, a PBio e a BSBios fabricaram 411,5 milhões de litros de biodiesel. Isso representa cerca de 18,7% da produção total do setor de biodiesel do período.
A venda desses ativos, no entanto, não deve ser uma missão particularmente simples. Os desafios para a Petrobras se desfazer de seus negócios na área de biodiesel havia sido explorados em reportagem publicada por de BioieselBR.com em novembro passado.
Biocombustíveis
Mas o envolvimento da petroleira estatal com o setor de biocombustíveis é maior. Além dos ativos na área de biodiesel, a PBio também conta com participações em 9 usinas etanol – entre parcerias com os grupos Guarani, São Martinho e Total.
Tudo somado, são mais de 1,6 bilhão de litros anuais em capacidade produtiva.
Apesar desse gigantismo, a Petrobras nunca conseguiu ter nenhum lucro no setor de biocombustíveis. De 2010 até hoje, as perdas na área já ultrapassam a marca dos R$ 2,1 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com